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COLUNA

POLÍTICA

Valfrido Silva


Azambuja debocha de Dourados, montando sinecura para mensaleiro da Assembleia

Publicado em : 28/03/2015

Se hoje um estadual recebe cerca de R$ 20 mil, por que Valdenir recebia tudo isso aí em 2007/Se hoje um estadual recebe cerca de R$ 20 mil, por que Valdenir recebia tudo isso aí em 2007/


Candidato a governador bancado financeiramente pelos peemedebistas André Puccinelli e Nelsinho Trad, o tucano Reinaldo Azambuja contrariou a lógica e a regra da política estadual nem se dando ao trabalho de procurar um companheiro de chapa do segundo maior colégio eleitoral do Estado, pois que, como azarão, sua presença na disputa tinha o objetivo de apenas e tão somente provocar um segundo turno entre o próprio Nelsinho e Delcídio do Amaral. Assim, com a modesta companheira de partido professora Rose de vice, de Campo Grande, não teria maiores incomodaçõe$. Foi quando o gatinho no qual tucanos, demos e demais aliados douradenses punham tanta fé subiu no telhado.
 

O resto da história, cantei em prosa e verso aqui no blog, ao longo da campanha, enquanto desancava Delcídio do Amaral pelas flagrantes evidências que só o Procurador Geral da República Rodrigo Janot não viu, no escândalo do Petrolão, e na medida em que Nelsinho Trad dava sinais de que nasceu para cuidar apenas dos belos canteiros centrais ao longo da Afonso Pena e de que não queria negócio com o interior. Daí, a repetição do que acontecera em Glória de Dourados, quando o antológico Zé da Mala virou prefeito numa eleição em que saíra candidato apenas para ajudar um companheiro mais forte numa sublegenda.
 

Valdenir e AzambujaValdenir e Azambuja

Eleito governador do Estado, Reinaldo Azambuja deu uma banana para Dourados, cidade onde sua vitória foi das mais expressivas. O escárnio começou com a nomeação, para a Casa Civil, de Sérgio de Paula, uma mistura de lugar-tenente com eminência parda do governador. Encalacrado em denúncias de corrupção que pipocaram durante campanha e condenado em processo por falsificação de documentos, De Paula foi dado como da cota de Dourados, por daqui ter saído, depois de sua desastrosa passagem pela secretaria de Fazenda da prefeitura na administração Humberto Teixeira para a assessoria de Azambuja, primeiro na prefeitura de Maracaju, depois na Assomasul. Outro ilustre douradense em cargo-chave (cuida do cofre da saúde) do governo Azambuja, Maurício Peralta, era o homem forte da falida Coagri, depois todo-poderoso na administração uragânica de Ari Artuzi, de onde saiu para cuidar do cofre do Hospital Evangélico, que repassava dinheiro para o mensalinho dos vereadores douradenses presos e depois cassados na operação Uragano. Vai vendo... como diria o malagueta Marcos Santos.
 

Agora vem o deboche. Está na capa de hoje dos dois maiores subordinados impressos de Dourados. E o que é pior, sem nenhum questionamento: o ex-deputado Valdenir Machado, cuja última passagem pela Assembleia foi como suplente, depois de minguados 8577 votos na eleição de 2006, vai comandar a tal “Governadoria Regional”. Governadoria Regional? Que diabos é isso? Cabidão de empregos! A justificativa, atender o tucano Valdenir, grande cabo eleitoral de Azambuja, que não sabe fazer outra coisa na política a não ser empregar, empregar e empregar, preferencialmente seus amigos da famosa “República do Panambi”. Uma sinecura de luxo, tá na cara, também, para fazer sombra ao prefeito Murilo Zauith, em tese, o interlocutor a quem o governador deveria recorrer se realmente estivesse com boas intenções. Parece até gozação. A menos que Azambuja adote o surrado discurso de que também ele não sabia de nada. Como, por exemplo, que nos áureos tempos de Londres Machado e Ary Rigo, Valdenir Machado era um dos mensaleiros da Assembleia, recebendo “por fora” R$ 60 mil, conforme um dos cheques exibidos pelo vereador Júnior Teixeira na Tribuna da Câmara no dia da cassação de seu mandato. Pior que a “fábrica de empregos” que pretende montar em Dourados para apaniguados é o silêncio de Azambuja diante de um dos mais rumorosos casos de corrupção do Brasil e que há tempos vem ameaçando o Parque dos Poderes com um furacão de proporções mais devastadoras que o Uragano.

 

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