
Publicado em : 24/01/2012
Em 1.948 um estudante do Instituto de Tecnologia Drexel, na Pensilvânia (EUA) ficou sabendo que um produtor de alimentos precisava de alguma forma controlar e se informar sobre a cadeia produtiva de seus produtos. A dificuldade era saber o que foi vendido, para quem foi vendido e outras informações. Este estudante chamado Norman Joseph Woodland e seu colega Bernard Silver, começaram a pensar como fazer este controle. Criaram então um código composto de barras que representavam informações e cada codificação permitia colocar algumas informações, com aproximadamente 20 dígitos, letras e números, que correspondia as informações. O sucesso foi grande, para esta idéia que começa em 1950 e chega até aos nossos dias.
Em 1951, foi dada a patente aos inventores que depois de divulgarem o código, a Philco (fabricante de pilhas, rádio e televisão) interessou-se em comprar a invenção. Logo depois, acreditando que não teria futuro sua compra, vendeu a idéia para a RCA (produtora de rádio e televisão, e gravadora de discos). A RCA fechou suas portas em 1.986.
O código de barras foi (verbo no passado) muito útil, pois podia e ainda pode ser usado em mercados, frutarias, lojas de roupas, fábricas, varejistas e atacadistas que puderam se utilizar desse mecanismo, e as poucas informações ali contidas, podem ser suficientes ou não.
Ocorre que devido a limitação da quantidade de caracteres, e mais pela quantidade de informações e muito mais pela variada gama de produtos sua capacidade chegou ao limite. O que fazer então para colocar mais informações em tão pouco espaço?
Pensou-se em fazer barras coloridas, o que daria um aumento extraordinário, mas surge a dificuldade de leitura da informação. Pensou-se em aumentar o numero de barras, o que aumentaria a área utilizada pelo código, o que fazer então?
A Toyota uma das maiores montadoras japonesa, possui uma subsidiária (empresa filiada) chamada Denso Wave que produz leitores de código de barras, programas de computador geradores de código de barras e controladores de robôs industriais, começou a pensar no caso.
A necessidade era se ter em um pequeno espaço impresso um grande numero de informações, nas peças produzidas, tais como: data produção, materiais utilizados, fabricante da peça, identidade do operário que produziu, numero da peça, para qual modelo de carro seria utilizada, qual o custo, imposto local, imposto nacional, forma de embalar, forma de transportar, armazenar, descartar, telefone para atendimento e outras informações. Como colocar isto tudo em um pequeno espaço?
Foi criado então um novo formato de codificação, o Código de Resposta Rápida (QR code), que em um quadrado de 3,3 cm X 3,3 cm pode-se colocar até 114 caracteres que podem ser números e letras. Corria o ano de 1.997. Em 2.006 a ISO (International Standardization of Organization), Organização de Padronização Internacional publica a primeira padronização deste novo modelo de código bi-dimensional, com especificação em inglês e japonês. Se a área for um pouco maior, digamos 5,7 cm X 5,7 cm é possível colocar até 395 caracteres. Não somente pode-se armazenar dados, sons, ingressos de shows e até imagens.
A leitura pode ser feita por celulares, câmara fotográficas e por filmadoras. Estamos no final de 2.011, começando uma nova década que vem com muitas promessas de evolução, e uma das maiores delas, é o começo da revolução do uso de Código de Reposta Rápida (QR code), que vai mudar muita coisa na área de comunicação entre as pessoas, empresa e consumidor e na maneira de transmitir mensagens. Feliz Natal e Feliz década com novo código de informação.
OBS. O código ao lado é de um site local, se quiser acessar tire uma foto com seu celular (acesso a internet) e veja on-line a possibilidade. Antes faça a codificação, se não tiver baixe o programa do fabricante de seu aparelho, é grátis.
(*) Professor de Matemática da UFGD-FACET
E-mail: edmirterra@ufgd.edu.br
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