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Em Caarapó existe uma suspeita de H1N1 e um caso confirmado de H3N2

| CAARAPONEWS


Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que aumentou para 500 o número de pessoas com suspeita de gripe influenza, conhecida como gripe suína. Em todo o Estado sete óbitos foram confirmados, sendo três por H1N1, dois por H3N2 e dois por Influenza B.

Sete outros óbitos estão sendo investigados, sendo um em Campo Grande, um em Coxim, um em Nova Andradina, um em Ponta Porã, um em Rio Brilhante, um em Sidrolândia e outro em Tacuru.

Campo Grande lidera o número de suspeitas com 225 pessoas. Outras oito estão com suspeita de H3N2 e cinco com suspeita de H1N1 na Capital.

Sonora está com 13 pacientes com suspeitas de H1N1 e outros dois com H3N2, sendo outros 21 com suspeita de gripe influenza. Sidrolândia também tem um alto número de suspeita com 37 casos notificados.

Já em Caarapó existe um caso suspeito de H1N1 e um confirmado de H3N2, um subtipo da gripe A que atinge principalmente as crianças até 2 anos e os idosos.

Em todo Estado 38 pessoas estão com H1N1 e 25 pessoas com H3N2. Os dados de todas as cidades podem ser verificados no site oficial da secretaria pelo www.saude.ms.gov.br.

Entenda a diferença entre os vírus

Cada tipo de gripe é nomeado de acordo com a combinação e quantidade de proteínas que ele apresenta. A gripe causada pelo H1N1 é um tipo derivada do vírus influenza, causador da gripe. A influenza apresenta as variações A, B e C, que podem sofrer mutações, transformações nas estruturas genéticas, e são altamente transmissíveis. O H1N1 é do tipo A, maior causador de epidemias.

Enquanto o H1N1 possui uma proteína chamada hemoaglutinina, que tem a capacidade de se replicar, e uma neuroaminidaze, com a função de ligar as células, o H3N2 possui uma quantidade maior de proteínas: duas hemoaglutininas e três neuroaminidazes, modificando a forma de infecção do vírus.

A transmissão do vírus A não é pelo ar, mas através do contato com superfícies contaminadas. Em ambos casos os principais sintomas costumam aparecer após 24 horas e são os mesmos: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Além disso, é comum a pessoa infectada apresentar dificuldade respiratória, ou dor de garganta.

Vacina

A vacinação contra a gripe é feita em uma mesma dose, trivalente, que protege dos três subtipos (A, B e C) e das outras estirpes (como H1N1 e H3N2). A vacinação ajuda na prevenção de complicações provocados pelo vírus, como pneumonias e sinusites e diminui a probabilidade de internações hospitalares. Além disso, ajuda a prevenir a transmissão. De acordo com a vigilância em saúde, a vacina passa a surtir efeito duas semanas após a imunização.

Os grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos, as crianças entre seis meses e dois anos, as gestantes, os trabalhadores da saúde e os portadores de doenças crônicas, devem priorizar a vacinação.

Prevenção

Especialmente no inverno, deve-se evitar permanecer durante muito tempo em ambientes fechados com muitas pessoas. A higienização das mãos com água e sabão, após tossir ou espirrar, antes de tocar os olhos, boca e nariz, são cuidados recomendados para a prevenção da gripe. Outra dica é limpar sempre as superfícies das mesas, telefones, maçanetas e objetos de uso coletivo, além de evitar compartilhar objetos de uso pessoal. A orientação é para que a população procure o serviço de saúde mais próximo nos casos de febre, principalmente se acompanhada de tosse ou dor de garganta.

 


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