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26/08/2013 16h18

Artistas douradenses ganham destaque internacional após 'manifestação' contra o papa

DOURADOS NEWS


“Sobressalto” significa movimento brusco, ocasionado por uma sensação súbita. Foi assim que o movimento “SobreSaltos”, criado por acadêmicos de artes cênicas de Dourados, interferiu na rotina, inclusive a do papa Francisco, além de muitas outras pessoas que viram homens andando normalmente de salto alto pelas cidades.

Os universitários douradenses, Stélio Constantino Barbosa e Nizael Flores de Almeida, ficaram mundialmente famosos após a intervenção “Sobre Saltos” ser realizada no Rio de Janeiro e um fotógrafo registrar e noticiar que se tratava de um protesto contra a vinda do papa ao Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“Ficamos mundialmente famosos, mundialmente anônimos e mundialmente protestando contra o papa. Mas foi uma interpretação do fotógrafo, nem pensamos nisso e ele nem perguntou do que se tratava. Contudo essa fotografia foi veiculada em vários jornais ao redor do mundo: Estados Unidos, França, China, Japão, países árabes e outros”, contou Nizael de Almeida.

Mas aquela não era a primeira vez, eles faziam as intervenções por onde passavam, já realizaram em Dourados, Campo Grande, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul, Brasilândia, Água Clara, Recife (PE), Rio de Janeiro(RJ), Araçatuba (SP) e Presidente Prudente (SP).

As intervenções intituladas de “SobreSaltos” foram criadas pelos acadêmicos, depois de discussões e estudos sobre gênero na faculdade. Na pesquisa eles queriam saber qual seria a reação das pessoas ao verem homens, vestidos de homens e andando de salto alto.


“Na primeira vez ficamos decepcionados, pois não vimos as reações. Então tivemos a ideia de fotografar, pois a reação é posterior. A pessoa vê, identifica o estranho, pois ‘homens não usam salto', mas ignora e só depois que o homem de salto passa é que vai comentar com a pessoa do lado e se virar para comprovar”, explicou Nizael de Almeida.

Antes de realizarem o percurso de salto, eles fazem o percurso normalmente e depois refazem de sapato de salto alto para verem a reação das pessoas que ficaram paradas no mesmo local.

As fotos foram em geral tiradas por fotógrafos amadores, com câmeras digitais e sem a intenção de que os transeuntes percebessem a presença e registro da atividade. “Esse modo de registro permitiu retratar a reação natural dos transeuntes que muitas vezes é omitida publicamente”, disse Almeida.

 

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