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13/02/2018 10h50 - Atualizado em 14/02/2018 13h10

Presidente revela que Câmara convenceu prefeito a desistir de 'taxa do lixo' em 2018

CaarapoNews


André Nezzi durante discurso na primeira sessão de 2018

 O presidente da Câmara Municipal de Caarapó, André Nezzi (PDT), revelou na primeira sessão ordinária do legislativo em 2018 que os vereadores convenceram o prefeito Mario Valério (PR) a desistir da ideia de implantação da chamada ‘Taxa do Lixo’ para esse ano.

Ao comentar a relação harmônica entre Legislativo e Executivo em Caarapó, o vereador disse que as cobranças também existem, “mas internamente, sem estardalhaços e desgastes para ambas as partes”, comentou.

Segundo Nezzi, no final do ano o Poder Executivo, desesperado com a falta de receitas e recursos próprios, teria encaminhado projeto a Casa de Leis no intuito de instituir a cobrança da taxa do serviço de coleta seletiva, uma vez que o município terá que transportar o lixo urbâno até Dourados, para dar destino final de forma correta como determina a legislação ambiental, e as despesas aumentarão significativamente para esse tipo de serviço prestado.

“Na oportunidade conversamos com o prefeito, dissemos que entendiamos a sua situação, mas o convencemos que esse não era o momento para se criar uma nova taxa. Nos comprometemos a colaborar na economia dos gastos e tentar aumentar ainda mais o repasse do nosso duodécimo para que a população não fosse prejudicada. Ele nos relatou que também não era favorável a criação de novos impostos, mas que a situação era critica, até mesmo pelo alto indíce de inadimplência no pagamento do IPTU, porém iria atender nosso pedido, mas pediu nossa colaboração para juntos buscarmos alternativas para suprir o aumento dessa despesa”, revelou.

O presidente da Câmara ressaltou que as cobranças e debates mais acalorados entre Executivo e Legislativo acontecem de maneira interna e que discussões mais acirradas só são levadas ao plenário quando se esgotam todos os diálogos, o que dificilmente tem ocorrido, segundo ele.

“Quando o Executivo pucha para um lado e o Legislativo para o outro, ou quando não existe o respeito entre as partes, a população é quem sai prejudicada. Recentemente tivemos esse exemplo em Brasília, onde a ex-presidente Dilma Rousseff e o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, não se entendiam e abriram guerra entre os poderes. O final disso já sabemos, ela foi cassada, ele preso e a população foi quem mais perdeu com a turbulência criada pelas partes”, exemplificou André Nezzi ao fim do seu discurso.





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