Agrenco pode começar a operar no primeiro trimestre de 2010
De acordo com diretor, a empresa firmou acordo junto à multinacional suíça Glencore
Por André Nezzi Conforme Modesti, grande parte dos recursos gerados para a Agrenco começar a funcionar e produzir são provenientes da venda da unidade de produção de biodiesel, localizada na cidade de Marialva, no Paraná. “Os credores aprovaram a venda da unidade de Marialva, para que com esse dinheiro fossem colocadas para operar as unidades de Caarapó e Alto Araguaia”, explicou.
De acordo com o diretor, a empresa firmou acordo junto à multinacional suíça Glencore, especializada na comercialização de commodities agrícolas e não-agrícolas.
Segundo Modesti, o acordo com a Glencore não envolve neste momento a compra da empresa, tendo um foco nas atividades operacionais e comerciais. A Agrenco continuará responsável pelas atividades administrativas.
“A Glencore foi a operadora estratégica escolhida pelos credores da Agrenco para nos ajudar nessa transição, ela será uma espécie de prestadora de serviço, pois, será remunerada para fazer as fábricas voltarem a funcionar", disse Modesti que explicou também que “a Glencore por enquanto tem um contrato de serviço com a Agrenco e vem disponibilizando recursos financeiros e funcionários para trabalharmos juntos. Ela será a responsável pelas atividades operacionais e comerciais da Agrenco e terá prioridade na aquisição das operações, caso haja interesse dos credores pela vendo no futuro”.
A respeito das dívidas da empresa com credores - só em Caarapó a Agrenco tem mais de 20 ações judiciais por esse motivo - Modesti disse que pelo plano de recuperação judicial, decidido em assembléia, serão pagas quando a fábrica começar a operar. “Temos uma data limite até junho do próximo ano para isso, temos pressa para já começarmos a produzir na safra 2010. Se não tivermos problemas burocráticos, até o primeiro trimestre do próximo ano estaremos operando”, concluiu.
Embora em ritmo ainda mais lento que o pretendido, a empresa dá sequência às obras em suas duas unidades – Caarapó e Alto Araguaia - remanescentes de processamento de soja e produção de biodiesel.
Como a empresa permanece com atividades operacionais em suspenso, ela tem conseguido pagar despesas cotidianas, como os salários dos funcionários, com a liquidação de recebíveis, cobrança de contratos em aberto e com o desembaraço de contas na Justiça, bloqueadas nos momentos mais agudos da crise da empresa.
A Agrenco Bioenergia, Indústria, Comércio, Óleos e Biodiesel Ltda. em Caarapó, prevê o esmagamento de 500 mil toneladas de soja por ano, o suficiente para produzir 100 mil toneladas anuais de biodiesel, 350 mil toneladas por ano de farelo de soja e geração de energia elétrica de 100 mil MWh anuais. A previsão é que o empreendimento, em sua plena capacidade de produção, vai gerar cerca de 200 empregos, causando substancial fomento à economia local.
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