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Relator do Orçamento da União propõe salário mínimo de R$ 510


O relator-geral do Orçamento da União para 2010, deputado Geraldo Magela (PT-DF), apresentou na manhã deste sábado (19) uma proposta que pretende elevar a estimativa do novo salário mínimo para o próximo ano. De acordo com o projeto enviado pelo governo ao Congresso no dia 31 de agosto, a nova remuneração seria de R$ 505,90. Depois de realizar ajustes na proposta, Magela diz ter reservado pelo menos R$ 870 milhões para fazer com que o novo salário chegue a R$ 510.

 

O novo valor deve entrar em vigor no dia 1º de janeiro, a partir de uma Medida Provisória a ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e representará um aumento de 9,6% - se a ideia de Magela for acatada.


“Estamos garantindo recursos no orçamento para chegar a esse valor. Mas a decisão final sobre o reajuste do salário mínimo é do presidente da República. Ele deve enviar uma Medida Provisória com o valor do salário nos próximos dez dias”, explicou Magela. 

 

O salário mínimo atual é de R$ 465. Segundo o relator, a proposta de ampliar a remuneração para R$ 510 já foi debatida com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que estaria “de pleno acordo” com o novo valor. Magela diz que Bernardo avaliou a ideia como ”excelente”.
 

"Nós não fazemos nada sem o conhecimento da equipe do Planejamento do governo. O ministério é o nosso parceiro", afirma.
 

O salário mínimo é calculado a partir do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois últimos anos, mais o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
 

Magela pretende concluir a versão final da proposta orçamentária ainda neste sábado, para divulgar o texto na internet na próxima segunda-feira (21). O relator avalia que a proposta tem condições de ser votada pelos parlamentares já nesta terça-feira (22).
 

Pendências
 

O relator-geral do Orçamento 2010 ainda tenta resolver pendências do seu relatório. Magela precisa encontrar recursos para a Agricultura sem prejudicar áreas consideradas prioritárias. Uma saída seria aproveitar os recursos reservados ao aumento do mínimo, caso o presidente Lula não acate a proposta do relator. “Mas nós temos convicção de que o presidente irá acatar”, ressalva Magela. 
 

Magela diz ter identificado a falta de recursos para atender demandas específicas da Agricultura. De acordo com o deputado, faltam de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões para a política de preços mínimos, instrumento que garante ao agricultor a remuneração mínima do custo de produção em caso de excesso de oferta no mercado no momento da colheita.
 

Faltam ainda cerca de R$ 200 milhões para a vigilância sanitária. Mesmo com essas pendências, ele avalia que o relatório final poderá ser votado na Comissão Mista de Orçamento nesta segunda.


Magela já decidiu que não vai cortar recursos de outras áreas do Orçamento para beneficiar a Agricultura. Por enquanto, o problema não tem solução imediata. 


 


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