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Caarapó

Preso assume prefeitura, transmite cargo e volta à cadeia

| MIDIAMAX


Um homem que havia sido preso na manhã de ontem conseguiu autorização da Justiça para tomar posse, à tarde, como prefeito de São Luís do Quitunde, no interior de Alagoas.

Cícero Cavalcante (PMDB), 52, participou da cerimônia na Câmara Municipal sob escolta da Polícia Civil. Ele transmitiu o cargo ao vice-prefeito e voltou para a prisão, em Maceió.
 

Cavalcante foi preso por suspeita de mandar matar um desafeto político. O juiz Antônio Emanuel Dória, da vara especializada em combate ao crime organizado de Alagoas, disse que a posse era um direito adquirido pelo acusado e autorizou que ele assumisse o cargo.
 

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Alagoas havia afastado, sob suspeita de transporte ilegal de eleitores, o prefeito Jean Fábio Braga Cordeiro (PP) e determinado que Cavalcante, segundo colocado na eleição do ano passado, tomasse posse. A cerimônia já estava marcada para ontem.
 

Cavalcante é suspeito de ter encomendado a morte do líder comunitário e suplente de vereador José Geraldo Renovado de Cerqueira, ocorrida em 2007. Cerqueira foi morto a tiros na porta de casa. A Justiça não deu detalhes sobre a investigação, mas disse que o crime teve motivação política.
 

O advogado José Fragoso Cavalcanti, que representa o prefeito recém-empossado, disse que Cavalcante nega participação no crime e que a prisão foi uma tentativa de impedir sua posse. "Era um processo sem autoria definida e no dia da posse dele sai o decreto de prisão contra ele", disse.
 

O advogado disse que vai entra com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça.
 

Cícero Cavalcante foi prefeito de Matriz de Camaragibe por dois mandatos, de 1999 a 2004, e, na sequência, em 2004, foi eleito prefeito de São Luís do Quitunde. Em 2005, ele foi preso em uma operação da Polícia Federal que investigava desvio de dinheiro da merenda escolar. Na ocasião, a PF encontrou três espingardas na casa dele.
 

Atualmente, o processo tramita na TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região, em Recife. Na época, o prefeito negou as irregularidades e disse que trabalhava dentro da lei.

 


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