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Caarapó

Danilo Gentili ensina como ser o pior aluno da escola


Esqueça tudo que você aprendeu sobre fazer as lições de casa, se comportar em sala de aula e tirar notas altas. Um manual de regras nada politicamente correto foi lançado para ensinar aos estudantes Como se Tornar o Pior Aluno da Escola.


O autor é o que pode se chamar de um especialista no assunto. Danilo Gentili, repórter do programa humorístico CQC ( Custe o que Custar), tem na ficha escolar 78 assinaturas no livro negro, 12 suspensões e uma expulsão. Isso sem contar as vezes em que não foi pego pela diretoria do colégio.


- Uma das piores que eu aprontei foi colocar purgante na comida do cara que era o mais valentão do colégio e tirar todo o papel higiênico do banheiro. Não aconteceu nada comigo porque nunca descobriram que fui eu.


O vingador


Gentili, que já era o piadista da turma nos tempos de escola, fazia parte da turma do fundão e se dizia o “vingador dos rejeitados”. Para estes alunos que sofrem com a implicância dos outros, a dica do humorista é a mesma que ele usava para não ser alvo de piadas na escola.


- O lance é zombar de si mesmo antes dos outros, aí perde a graça. Depois, descubra o ponto fraco deles, porque todo mundo tem um, e comece a zombar também.


O livro, lançado pela editora Panda Books, é recheado de desenhos feitos pelo próprio Gentili, que também é cartunista. Nele, o autor fornece “preciosas” dicas de como colar nas provas, fingir uma doença para matar aula, colocar apelido nos colegas, visitar a diretoria, e por aí vai.


Para quem achar que os 23 capítulos do livro não são suficientes, ao final, um manual lacrado traz o passo a passo de armadilhas capazes de fazer qualquer professor perder a cabeça. Mas, para Gentili, ser o pior aluno da escola só traz uma vantagem:


- É olhar para trás e ver que esta foi a época em que você mais se divertiu.


Crítica


Por trás de todas as piadas, o livro acaba fazendo uma crítica ao sistema de ensino como é aplicado hoje. Gentili compara a escola com uma prisão, onde “esquecem quem você é e passam a classificá-lo por cores e números”, e manda o leitor rasgar a página que contém um trecho da obra Iracema, de José de Alencar, recriminando-o em seguida por “obedecer ao que qualquer idiota manda você fazer”.


- Toda criança é ensinada a obedecer cegamente, sem pensar. A escola te prepara para o trabalho, onde você vai receber ordens do seu chefe. É tudo muito chato.


Ainda assim, o autor ressalva que seu livro não deve ser levado a sério.

- O grande objetivo do meu livro é divertir. Ele é uma grande piada sobre isso. O estudante é uma vítima nesse sistema.


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