PUBLICIDADE
Geral

Diretora e pintor são presos por estupro de aluno em GO


A diretora de uma escola particular em Senador Canedo (GO), na região metropolitana de Goiânia, e um artista plástico que pintava os muros da unidade, foram presos nesta sexta-feira acusados de estuprar um aluno de três anos de idade. O autor do estupro teria sido Haroldo Nogueira, 35 anos, que conheceu a diretora Marli de Souza Santos, 34 anos, pela internet há um mês e passou a morar na escola. Marli vai responder como cúmplice, pois teria permitido que a criança fosse abusada e espancada pelo pintor.

 

O crime teria ocorrido na sexta-feira da semana passada, último dia de aula. Uma tia da criança foi buscá-la mais cedo e foi informada que o sobrinho havia saído com a diretora para lanchar. Uma hora depois, viu a criança chegar no carro da diretora com ela e o pintor. Estranhou, mas só foi desconfiar dos dois quando a criança começou a passar mal e vomitar à noite. O menino precisou ser levado para um hospital, onde foi constatado o abuso.
 

Na manhã de segunda-feira, a criança foi com os pais até a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e ao Instituto Médico Legal (IML), em Goiânia, onde exames constataram que ela foi vítima de abuso sexual e de agressão física.
 

"Ela tinha machucados nas partes íntimas do corpo e um galo na cabeça. Para a psicóloga, ela contou que foi levada para um lugar cheio de lixo onde o rapaz praticou sexo oral nela e depois abusou sexualmente. A agressão teria ocorrido depois que a criança urinou nele", disse a delegada Adriana Accorsi, titular da DPCA.
 

Nesta sexta-feira, a Justiça de Senador Canedo determinou a prisão preventiva de Nogueira e a temporária de Marli. O pintor nega o crime. Já a diretora diz que havia deixado por um instante a criança sozinha com Nogueira e não imaginava que ele a estupraria. "Ele poderia ter feito pior, matado e depois fugido, já que a diretora não faz idéia de quem ele seja ou onde mora", disse a delegada.
 

Marli conheceu o pintor pela internet há um mês e o contratou para pintar os muros da escola. Desde então, ele mora na unidade de ensino. "Vamos investigar agora se a diretora foi só negligente ao colocar em risco a vida da criança, afinal não tinha porque sair com a criança, ou se ela sabia do estupro", afirmou Adriana.
 

A diretora disse que costumava sair com a criança por esta ser muito teimosa, e a levava para lanches ou passeios. "Ela não tinha que sair da escola com a criança sem a autorização dos pais. Ela vai responder como cúmplice do estupro porque se não tivesse saído da escola, talvez a criança não teria sido vítima deste crime", disse a delegada.
 

A polícia investiga agora se outras crianças - da escola ou não -foram abusadas ou agredidas pelo pintor, ou se chegaram a sair da unidade com a diretora.

iniciaCorpo("15;12;16;13;17;14;18;15");

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE