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Mulher que agrediu o papa sofre de problemas psíquicos

| ESTADãO


A mulher que agrediu o papa Bento XVI, uma ítalo-suíça de 25 anos, foi hospitalizada e o cardeal que também foi atingido por ela terá que ser submetido a uma cirurgia, segundo informou nesta sexta, 25, o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi.


Após o incidente, o padre Ciro Benedettini disse que o papa se levantou rapidamente e não sofreu nenhum ferimento. Bento XVI, 82, continuou calmamente o seu percurso até o altar e deu início à Missa do Galo. O papa quebrou a tradição este ano e celebrou a missa antes da meia-noite, segundo informou o Vaticano, em razão de sua idade avançada.


Bento XVI está "bem" e vai pronunciar hoje a Mensagem de Natal e dará a bênção Urbi et Orbi, ao meio-dia do balcão da Basílica que dá para a Praça São Pedro, como estava previsto, assegurou o porta-voz. O papa sofreu uma queda na noite de quinta, 24, quando uma mulher pulou as barreiras que o separavam dos fiéis e o agarrou, fazendo-o perder o equilíbrio.


"Vocês poderão ver que o Sumo Pontífice está bem", acrescentou, ao recordar que a bênção é pronunciada em cerca de sessenta línguas. "O que aconteceu não é o fim do mundo, comentou, ao referir-se à agressão.


A mulher, que foi identificada como Susanna Maiolo, de 25 anos e nacionalidade ítalo-suiça, foi internada em um hospital pois sofre de problemas psíquicos, disse Lombardi.


No incidente também caiu no chão o cardeal francês Roger Etchegaray, de 87 anos, que fazia parte da procissão, e que teve de ser hospitalizado na Policlínica Gemelli, de Roma.


O porta-voz do Vaticano disse hoje que o cardeal terá que ser operado do fêmur. Lombardi assegurou que as condições de Etchegaray são "boas".
 


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