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Política

Aliados reagem e Puccinelli pára assédios

| CORREIO DO ESTADO


Depois de sofrerem devastação em seus partidos, com a migração de prefeitos, vereadores e outros líderes para o PMDB, os aliados reagem e deixam o governador André Puccinelli (PMDB) acuado.

A ameaça do governador de implodir as candidaturas dos prefeitos que vão concorrer à reeleição se não mudarem para o PMDB foi sepultada na reunião do governador com o presidente regional do PR, deputado estadual Londres Machado. O governador se comprometeu em não assediar os prefeitos dos partidos aliados para não criar uma crise que possa prejudicá-lo na Assembléia Legislativa.

O governador vinha declarando para a imprensa que não estava pressionando ninguém a entrar no PMDB. Ninguém acreditou. Tanto que os prefeitos procuravam os dirigentes dos partidos para falar da pressão que vinham recebendo do governador e de líderes do PMDB, como o senador Valter Pereira.

Prestes a ingressar nas hostes peemedebistas diante do assédio que vinha recebendo, Mateus Palmeira de Farias, prefeito de Caarapó, decidiu recuar após reunião que manteve com Londres e André na semana passada. "Fico onde estou. O PR tem dado sustentação à minha administração e não vejo necessidade de mudar", disse.

A respeito, o deputado Londres Machado disse que usou "o poder de convencimento" para evitar que Mateus deixasse a legenda. "É assim que tem de ser. Conversando, analisando quadro político e vendo todas as possibilidades", afirmou, lembrando que a maneira como o PMDB estaria agindo com essas investidas é "antiética" e com a qual não concorda. "Não é assim que faz", ensinou. Segundo ele, espera que o governador abra espaço para o diálogo com os aliados.

Na realidade, o parlamentar acabou indicando o caminho para solução do impasse com a base aliada, ou seja, despertou o governador para agir "como um magistrado" sobre a cooptação, levando-se em conta o quadro político de cada município. "É assim que tem de ser", afirmou. O prefeito de Caarapó confirmou que vinha sendo assediado por lideranças do PMDB – "prefiro não citar nomes", disse –, mas após reunir-se com o presidente do partido e com o governador, decidiu permanecer no PR onde está filiado desde 2002. Mateus Palmeira disse que ficou "lisonjeado" de ter recebido convite dos peemedebistas o que demonstra, segundo ele, que o Partido da República está tendo uma atuação político-administrativa com visibilidade.

Londres explicou ainda que o PR não vai mudar "por enquanto" sua posição com relação ao apoio ao Governo André Puccinelli. Mas lembrou que o partido "está com toda a vontade de participar das próximas eleições e estamos nos preparando para isso e devemos lançar vários candidatos".


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