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Pequenas cidades enfrentam desafio nas eleições deste ano

| WLLIAMS ARAúJO


Enquanto a reforma do sistema eleitoral e partidário do País não chega, as pequenas cidades ousam em enfrentar o grande desafio de eleger políticos locais para exercer cargos importantes no poder.

Mesmo sabendo das dificuldades devido ao número reduzido de eleitores, o trunfo é eleger seus próprios representantes em vez de depender dos grandes centros.

Em outubro deste ano, os eleitores de Mato Grosso do Sul vão às urnas para eleger o presidente da República, o governador do Estado, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.

Na vitrine da disputa velhos conhecidos da política estadual, nomes que despontam há tempos como favoritos a ocupar cargos eletivos, como é o caso do deputado estadual Londres Machado (PR), que se destacou atuando num pequeno colégio eleitoral, chamado Fátima do Sul, cidade que também revelou o governador André Puccinelli (PMDB).

Cidades como Caarapó e Glória de Dourados já tiveram seus representantes na Assembleia Legislativa, época em que Nilson Lima e José de Azevedo, respectivamente, conseguiram aglutinar o apoio do povo de suas terras em torno de um projeto caseiro.

Atualmente, Campo Grande domina o número de cadeiras na Assembleia (14), completado por deputados oriundos de cidades de médio porte, como Dourados, Corumbá, Coxim, Nova Andradina, Maracaju, Paranaíba e Naviraí, única de porte pequeno.

Desta vez, duas pequenas cidades próximas a Capital demonstram interesse em não ficar dependendo dos outros: Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia, cuja sociedade organizada trabalha os nomes do ex-prefeito Osvane Ramos (PSDB) e do advogado Gerson Claro (PDT), este apadrinhado pelo experiente presidente regional do PDT, João Leite Schmidt, que aproveitou ato em comemoração ao 56º aniversário da cidade, em dezembro, para lançá-lo a deputado estadual.

"Apesar de não termos dinheiro, você tem todas as condições de se eleger, com a militância já aqui reunida. Porque todos farão a sua parte", disse Schmidt, acrescentando que o partido precisa de Gerson para sua reestruturação e para que Sidrolândia figure no cenário político de Mato Grosso do Sul.

Para o dirigente, o partido aposta na renovação política. "Nosso projeto é renovar, apostar na força da juventude e no idealismo latente dos militantes do PDT, somando num projeto mais amplo de mudança para Mato Grosso do Sul,".

A pré-candidatura do advogado tem a simpatia do prefeito de Sidrolândia, Daltro Fiúza (PMDB), e do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), com quem Gerson fará dobradinha na campanha deste ano.

"Nós acreditamos no seu potencial. Você vai dar muito orgulho para Sidrolândia e sua candidatura honra o PDT", frisou Dagoberto, referindo-se ao coordenador de sua campanha.

"Hoje a responsabilidade do povo daqui é outra, pois são 30 mil que podem eleger o seu deputado", emendou o ex-deputado estadual Franklin Masruha, aposentado como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Presente ao ato, nem mesmo o prefeito de Maracaju, Celso Vargas (PTB), resistiu à grande mobilização e prometeu apoio.
 


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