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Caarapó

Filho de Ex-deputado é execultado com vários tiros

| MERCOSUL NEWS


O filho do pecuarista e ex-deputado estadual Miguel Angel Nuñez Ayala, 61 anos, Miguel Angel Nuñez Martinez, 35 anos, era mesmo o alvo da quadrilha que invadiu a fazenda do ex-parlamentar na madrugada de hoje em Lorito Picada, a 30 quilômetros de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.


O corpo do rapaz foi encontrado por um dos peões da fazenda volta das 14h30 de ontem, com vários tiros de grosso calibre, distante cerca de 200 metros da casa da sede, onde ocorreu o ataque. A fiscala (promotora de Justiça) Blanca Alonso ordenou o translado do cadáver para o necrotério do hospital regional de Pedro Juan Caballero.


É lá que a médica legista Mildre Lopez fez os exames necroscópicos para determinar a quantidade de tiros que atingiram o rapaz. Blanca Alonso disse que a partir de agora vai coordenar as investigações em conjunto com a Polícia Nacional. “Até agora não temos nada de concreto, a não ser a dor da família”, disse ela.


A promotora afirmou que pelas cápsulas deflagradas que foram recolhidas no local onde o corpo foi encontrado, foi possível determinar que os marginais utilizaram armas calibre 5,56 (fuzil), 12 mm (escopeta) e 9 mm (pistola). “Falta apurar a causa do assassinato”, completou.


As buscas pelo corpo do filho do ex-deputado envolveram várias equipes policiais e até o governador do Departamento (Estado) de Amambay, Juan Bartolomé ‘Ancho’ Ramirez, que recebeu do presidente Fernando Lugo um pedido para que pedisse às autoridades brasileiras autorização para abastecer um helicóptero militar para auxiliar na procura.


A pedido de ‘Ancho’, o cônsul do Paraguai em Ponta Porã, Luiz Sosa Delarrosa entrou em contato com o Exército brasileiro (11º RC Mec), que prontamente autorizou o pouso da aeronave no Aeroporto Internacional de Ponta Porã. Mas o corpo foi localizado antes e o processo de abastecimento foi abortado.


A princípio se julgou que a vítima havia conseguido escapar ao cerco dos quadrilheiros, que chegaram à fazenda ao clarear do dia. De acordo com familiares, Miguelito Nuñez havia chegado segunda-feira (4) à propriedade e hoje pretendia participar de trabalhos no campo.


AMEAÇA


Repórteres de jornais, sites, TVs e emissoras de rádio, brasileiros e paraguaios, que acompanhavam as buscas e cobriam o caso reclamaram das ameaças feitas por familiares da vítima, de que se os profissionais publicassem alguma foto iriam “arcar com as consequências”. Em poucos minutos as fotos foram distribuídas para todo país.
 

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