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Caarapó

Mulher acusada de matar o marido se apresenta à polícia em Ponta Porã

| MIDIAMAX


A dona de casa Gedalia Flaviana Rocha, acusada de ter assassinado seu amásio Edermiro Valente na noite do último sábado (9) no Assentamento Itamarati, se apresentou ontem pela manhã ao delegado do 2º Distrito Policial, Joel José da Silva. Acompanhada de sua advogada, ela contou os detalhes que culminaram com a morte de Edermiro com quem convivia havia nove meses, e com quem já tinha um filho.

 

Demonstrando estar arrependida pelo que fez, ela disse ao delegado que seu amásio não podia beber, pois sempre que bebia se transformava, ficava agressivo, quebrava tudo que via pela frente e por várias vezes chegou a bater nela e amedrontar as crianças.
 

Ela contou que estava em casa na noite do crime, quando, por volta de meia-noite, seu amásio chegou embriagado e sem dizer nada começou a quebrar tudo que achava pela frente. Depois de quebrar até mesmo a janela do quarto onde acabou se cortando com os cacos de vidros, ele passou a ameaçá-la e também as crianças que choravam e pediam para que ele não fizesse nada com a mãe deles.
 

Na hora da agressão, ela disse que estava com um filho dela e da vítima no colo e era justamente essa criança que ela tentava proteger já que ele dizia que ia matar todos na casa. Os outros filhos conseguiram fugir e se esconderam num matagal próximo a casa.
 

Mesmo sozinha com o amásio, ela tentava conversar, mas ele não parava de gritar e ameaçar. Ela afirmou ter gritado por socorro aos vizinhos que moram a poucos metros da casa, mas que nenhum deles atendeu seu chamado. Quando ela viu que estava prestes a ser agredida por Edermiro, ela saiu com a criança no colo e ele saiu atrás tentando alcançá-la. Foi justamente nessa hora que ela disse que, usando uma faca que levava consigo com a intenção de se proteger, desferiu um único golpe a altura do peito do amásio que caiu e ela aproveitou para fugir sem saber que ele poderia morrer já que não era a intenção dela matar Edermiro.
 

Em seguida, ela retornou à casa, pegou as outras crianças e correu para a casa de seu padrasto temendo represálias por parte de familiares da vitima. O próprio padrasto de Flaviana conhecido como Pernambuco procurou por um irmão de Edermiro avisando que ele havia sido esfaqueado depois de tentar matar sua enteada.
 

Ao chegarem ao local indicado onde estava caído o amásio, constatou que ele estava morto. Policiais militares que trabalham no Assentamento foram comunicados do fato, estiveram no local e repassaram a informação a Polícia Civil que também esteve no Assentamento. O delegado plantonista Joel José da Silva efetuou os levantamentos de praxe.
 

Outras informações colhidas nas imediações davam conta de que Edermiro quando bebia se tornava extremamente violento procurando encrenca com as pessoas com a maior facilidade. Por ter residência fixa, sem antecedentes e por ter se apresentado espontaneamente, Gedalia foi ouvida indiciada e liberada e vai responder o processo em liberdade.


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