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Acusado de abusar de adolescente, pastor aceita acordo

| CAMPO GRANDE NEWS


Acusado de abusar de um adolescente de 14 anos, o pastor de uma igreja evangélica localizada na Avenida Bandeirantes, em Campo Grande, aceitou acordo judicial, na tarde de segunda-feira, de suspender o processo por dois anos em troca de algumas condições estabelecidas pela juíza da 5ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Campo Grande, Sandra Regina da Silva Ribeiro Artioli.


Como tem antecedentes, o líder evangélico não pode ter o direito de transação penal, com arquivamento do caso. A juíza aceitou a denúncia de que ele cometeu atos libidinosos contra um adolescente de 14 anos. Além de assediar e molestar o menino até dentro do templo religioso, o pastor é acusado de se passar pelo seu pai para pega-lo numa escola estadual na Vila Jacy.


O MPE (Ministério Publico Estadual) propôs ao acordo. Apesar de ter alegado inocência, o pastor acabou aceitando o acordo.


Condições – Com 43 anos de idade, o pastor firmou o acordo de comparecer ao juizado mensalmente pelo período de dois anos. Ele também ficou proibido de permanecer por mais de oito dias longe da cidade sem autorização judicial.


Irá pagar dois salários mínimos para o Hospital do Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande. O valor será parcelado em quatro parcelas de R$ 255, sendo a primeira paga em 18 de fevereiro deste ano.


Também não deverá freqüentar bares nem ingerir bebida alcoólica pelos próximos dois anos. O religioso ainda foi proibido de se aproximar ou manter contato com a vítima.


Denúncia - O pastor foi acusado de abusar de nove meninos de 7 a 14 anos. No entanto, como não houve provas nem a representação do caso pelos outros menores, a DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) arquivou o procedimento de investigação.


Os dois casos foram transformados em TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e encaminhados para o Juizado Especial Criminal. O primeiro foi analisado na segunda-feira. O próximo adolescente será ouvido nos próximos dias.


Na época da denúncia, o pastor chegou a acusar a família do adolescente de estar possuída pelo demônio. Já em cartas, ele admitiu estar apaixonado pelo menino.
 


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