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Caarapó

Juti: Preso acusado de matar sogra e atirar na ex

Cícero Adriano de Oliveira (23). Acusado de matar a ex-sogra e atirar na ex-esposa.

| A GAZETA NEWS / VILSON NASCIMENTO


Foi preso na tarde dessa quinta-feira (28), em Jutí, um rapaz de 29 anos, acusado de matar a sogra e ferir a ex-esposa a tiros em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.



Segundo a polícia o crime ocorreu por volta das 21h30 dessa quarta-feira (27) no Jardim Marambaia.


Cícero Adriano de Oliveira, que já tem várias passagens pela polícia por ameaça, agressão física, perturbação do sossego e inclusive por violência doméstica, teria chegado à casa da ex-sogra, Nadir Cardoso de Magalhães, de 47 anos, a procura de sua ex-esposa, Samara Cardoso Magalhães de 19 anos.



Segundo informações de testemunhas repassadas à polícia, o casal teria convivido certo tempo junto e já havia se separado por conta dos atos violentos, supostamente praticados pelo acusado, que consumia bebida alcoólica e fazia uso de drogas.



Na residência da ex-sogra o rapaz teria se alterado e após um desentendimento, teria matado um cachorro pertencente a dona da casa, posteriormente passado a efetuar disparos contra mãe e filha e após cometer o crime teria fugido do local em uma motocicleta de cor vermelha, de origem estrangeira.



A dona da casa, Nadir Magalhães não resistiu aos ferimentos e morreu no local, já a filha e ex-esposa do autor, Samara Magalhães, foi levada para o Pronto Socorro do Hospital Regional de Ponta Porã e estava fora de risco de morte.



Polícia Civil de Amambai foi quem localizou o autor

Após cometer o crime em Ponta Porã, Cícero Adriano desapareceu e estava em local incerto.



No final da manhã dessa quinta, um telefonema anônimo ao 2º Distrito Policial de Ponta Porã, dava conta que o autor do crime teria sido visto na praça central da cidade, em Amambai.



A informação foi repassada à Delegacia de Polícia Civil de Amambai, que passou a atuar no caso.



Após realizarem diligências sem sucesso pela região onde o autor teria sido visto pelo denunciante, os investigadores passaram a apurar possíveis destinos de fuga seguidos pelo acusado.



Em um ponto de moto-taxi da cidade, a Polícia Civil de Amambai levantou informação que um moto-taxista teria pegado uma corrida no valor de R$ 120,00 para levar um rapaz, cujas características batiam com as do acusado, até a cidade de Jutí.



Como os policiais já tinham a informação que Cícero Adriano teria familiares na cidade de Naviraí, cujo caminho passa por Jutí, a PC local acionou as polícias, Civil e Militar de Jutí e Naviraí que também passaram a realizar cercos em toda a região.



De posse das informações que o moto-taxista teria seguido com o acusado pela rodovia MS-289, ligando Amambai a Jutí, que é de terra e tem cerca de 80 quilômetros, a Polícia Civil de Amambai comunicou uma equipe do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que também passou a atuar no caso e saiu ao encalço do fugitivo.



Autor conseguiu chegar a Jutí

Apesar de todo o sistema de barreiras montado, viajando na garupa no moto-taxista, Cícero Adriano conseguiu chegar até a cidade de Jutí.



De acordo com a Polícia Civil, ao chegar na cidade o acusado teria ligado para supostos familiares das vítimas em Ponta Porã, proferindo ameaças.



O número do telefone do qual partiu a ligação foi passado à polícia e investigadores da Delegacia de Amambai constataram que a ligação teria sido feita de um telefone público existente próximo a agência dos Correios de Jutí, o que indicava que de fato o acusado estaria naquela cidade.



Autor foi preso ao tentar embarcar em ônibus

Segundo a polícia, Cícero foi preso por uma equipe de Polícia Militar de Jutí quando se preparava para embarcar em um ônibus que seguia com destino a cidade de Naviraí.



Ao ser preso, o rapaz teria confessado o crime e teria relatado também que havia pego a arma utilizada, emprestado de um vigia de um posto de combustível e depois de efetuar os disparos contra as vítimas, teria devolvido a arma ao vigia, informações que ainda serão apuradas pela polícia.



Após a prisão, Cícero Adriano de Oliveira foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Jutí onde seria autuado em flagrante pelo crime de homicídio doloso e tentativa de homicídio doloso.


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