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política

Oito deputados estaduais podem disputar prefeituras em Campo Grande e Dourados

| MIDIAMAX


Pedro Kemp, Marçal Filho e Renan Contar. Três dois possíveis pré-candidatos a prefeitos. (Luciana Nassar, ALMS)

Pelo menos oito deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, podem ser candidatos a prefeitos em Campo Grande e Dourados, distante 233 quilômetros da Capital. O levantamento é feito com base em anúncio feito pelos próprios parlamentares, pelos partidos e também por conversas nos bastidores da política estadual.

Barbosinha (DEM) foi escolhido pelo partido para disputar a prefeitura de Dourados, em julho do ano passado. Ele é líder do governo na ALMS (Assembleia Legislativa) e membro da CCJR (Comissão de Constituição de Justiça e Redação).

O democrata confia na base sólida formada pela legenda nas esferas Federal, Estadual e Municipal. Neste sentido, ele leva em conta três ministros, dentre os quais dois são de Mato Grosso do Sul, sendo Tereza Cristina e Luiz Henrique Mandetta, e o vice-governador Murilo Zauith. 

Barbosinha já ocupou posições importantes como presidente da Sanesul e na MS Gás e foi secretário estadual de Segurança Pública. “O que posso afiançar é que do ponto de vista nacional, é importante uma eleição para o DEM em Dourados, a maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul”, disse em entrevista ao Midiamax, em outubro do ano passado. 

Dourados pode ter Marçal Filho como candidato a prefeito pelo PSDB em Dourados, faltando apenas a confirmação por parte do deputado. O nome dele já foi ventilado várias vezes como um dos principais a concorrer a prefeitura da segunda maior cidade do Estado pela sigla tucana, inclusive sendo apontado pelo próprio presidente da legenda, Sérgio de Paula, como pré-candidato. Porém, em ocasiões anteriores Marçal negou que vá concorrer este ano dizendo estar focado no seu mandato.

Por parte do MDB, Renato Câmara pode disputar a cadeira de chefe do Executivo de Dourados.  Ele é o presidente municipal do partido no município, mas assim como Marçal, Câmara desconversa sobre a possibilidade de ser o candidato do partido para a disputa, dizendo em outras oportunidades, que o MDB tem conversado sobre aliança com outras legendas. 

Em setembro do ano passado, na eleição do diretório municipal, o deputado estadual afirmou ser uma possibilidade de renovação. “Eu me posicionei nas eleições passadas como candidato à prefeito e diante desse posicionamento as pessoas me colocam como a possibilidade de renovação do quadro político em Dourados, porém esse lançamento de qualquer pré-candidatura passa por outras etapas como a discussão com o novo diretório, a classe política e com a população”, disse na época.

Inclusive, ele falou também sobre apoiar o Barbosinha. “O partido começa a pensar em um projeto para atender as atuais necessidades da cidade. Existem vários projetos e ideias que eu tenho defendido em Dourados, que o deputado Barbosinha também tem defendido”, revelou em outubro. Em contrapartida, o MDB defende lançar candidatos próprios na majoritária para eleger vereadores. 

Campo Grande

Já na Capital são cinco possíveis pré-candidatos a prefeitos, dois confirmados até o momento. O PSL quer Renan Contar como prefeito. Porém, o mesmo nega ser pré-candidato, dizendo ser contra político com mandato ficar fazendo campanha a cada dois anos. “Eu sou militar e não tenho medo de guerra nenhuma, mas agora é momento de trabalhar”, falou durante ato de filiação do PSL, em agosto do ano passado.

O PT lançou Pedro Kemp pré-candidato em Campo Grande. O anúncio aconteceu após a desistência do

ex-governador Zeca do PT, de disputar a prefeitura da Capital. “Meu nome foi consenso no partido, depois de Zeca colocar razões pessoais para não disputar, como problemas de saúde. Vou colocar meu nome na convenção”.

Kemp disse ainda estar motivado com a ideia de defender um projeto para Campo Grande. “Vamos aproveitar o primeiro semestre para conversar com as lideranças e constituir frente do projeto alternativo para a Capital”.

Do MDB, Márcio Fernandes colocou seu nome à disposição do partido para disputar a eleição, mas ainda não há definição por parte da sigla. Algumas lideranças contam com a candidatura do ex-governador André Puccinelli, mas ele nega a possibilidade, indicando os nomes da senadora Simone Tebet e do próprio Márcio. Por sua vez, Simone já disse que não vai disputar.

Porém, o MDB garante candidato próprio na disputa para prefeitura da Capital. Até uma pesquisa interna foi feita pelo partido com os nomes do ex-senador Waldemir Moka, Márcio, Simone e André.

O PL tem como presidente municipal o deputado João Henrique Catan. Ele garantiu que o partido vai lançar candidato a prefeito em Campo Grande, deixando no ar se ele pode disputar a eleição deste ano. “Intenção é lançar candidato próprio, um novo nome. Não sei se sou eu, se o partido quiser me lançar, tenho vontade, acho interessante, mas estaria antecipando o que o partido vai decidir. Não queremos apoiar, queremos lançar um nome novo”, revelou ao Midiamax em outubro do ano passado.

Têm circulado informações sobre a possível candidatura de Coronel David a prefeito da Capital, porém, no partido que ainda não foi criado, o Aliança Pelo Brasil. Por ser amigo pessoal do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), caso o Aliança seja criado a tempo para as eleições municipais, terá candidato próprio e David é o mais indicado.

O deputado ingressou na Justiça com um pedido para sair do PSL por justa causa. Se o TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral) for favorável ao pedido de David, ele pode deixar o PSL sem correr o risco de perder o mandato. Mas, para ser candidato, depende de tempo para criação do Aliança.


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