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Caarapó

Ferrugem avança sobre lavouras; em 20 dias, aumentou 120%

| DOURADOSAGORA


Os produtores rurais estão em alerta. Com o excesso de chuva, em apenas 20 dias, a ferrugem asiática avançou em aproximadamente 120% nas lavouras de soja de Mato Grosso do Sul. Em 12 de janeiro havia 149 focos da ferrugem no Estado, entretanto, ontem já eram 329. As informações estão contidas no site do Consórcio Antiferrugem.

Em Dourados, de sete focos, subiu para 45 em poucos dias. As outras cidades atingidas são: Maracaju com cinco focos; Aral Moreira, sete; Caarapó, nove; Laguna Carapã, três; Ponta Porã, 10; São Gabriel do Oeste, 14; Água Clara, 17; Costa Rica, 58; Alcinópolis, dois; Amambaí, 18; Juti, três; Batayporã, um; Chapadão do Sul, 134 e Cassilândia,  três. 

De acordo com o presidente da Associação dos Engenheiros Agronômos da Grande Dourados (Aeagran), o engenheiro agrônomo Bruno Tomazini, a ferrugem asiática está presente em quase todas as áreas de soja por causa do excesso de chuva.

A ferrugem é uma doença causada por um fungo que pode causar grandes danos nas lavouras da soja, no entanto, de acordo com Bruno, se o produtor fizer o monitoramento constante e pulverização do fungicida corretamente, evita quebra na safra. “Tudo depende do produtor e do profissional que está monitorando a lavoura”, ressalta.

Ele diz que as chuvas estão sendo benéficas para produção da soja nesta safra, ao contrário da safra anterior, quando os produtores na região de Dourados tiveram perda de 40% por causa da estiagem. No entanto, os únicos problemas enfrentados pelos produtores é o aparecimento dos focos de ferrugem e ataques das lagartas. “O excesso de chuva faz com que os produtores atrasem a pulverização das lavouras e com isso, retardando o exterminio das pragas e a ferrugem das lavouras”, diz o engenheiro agrônomo.

Apesar da preocupação para com a ferrugem e outras pragas, os produtores estão otimistas com a produção da soja. Na última reunião de avaliação feita pela Comissão Regional de Estatística Agropecuária (Corea) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área plantada em Dourados avaliada foi de 140 mil hectares, sendo que a produção esperada é de três mil quilos por hectare, perfazendo um total de 420 mil toneladas. “Mesmo com ferrugem e ataques de pragas, esperamos manter essa previsão até a colheita, que deve começar a intensificar na maioria das áreas no segundo semestre deste mês”, diz Tomazini. 


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