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Caarapó

Adolescente de 13 anos morre a golpe de tacos de beisebol

| CAMPO GRANDE NEWS


O corpo do adolescente Júlio Cesar dos Santos, de 13 anos, foi encontrado por volta das 15 horas desta segunda-feira, na Via Parque, na altura do bairro Giocondo Orsi, a cerca de 500 metros da rotatória da avenida Mato Grosso, em Campo Grande.


Segundo amigos, todos menores de idade, o garoto foi espancado na noite de domingo, depois de uma confusão nos Altos da avenida Afonso Pena.


A Polícia foi acionada pelo irmão da vítima, André Augusto dos Santos, de 19 anos, que procurava sozinho pelo irmão, desaparecido desde a noite de domingo.


Júlio estava dentro do córrego que margeia a Via Parque, mas em um ponto de água rasa. Segundo perito que atendeu a ocorrência, ele apanhou muito, com sinal de pancadas na cabeça e pelo corpo.


O mais provável, segundo a perícia, e que o adolescente caiu local e por já estar inconsciente pode não ter conseguido se levantar e acabou afogado.


Um dos meninos que acompanhava Júlio no domingo, garoto de 16 anos, ainda tem hematomas no rosto. Ele conta que houve uma confusão no estacionamento do Parque das Nações Indígenas, por volta da meia-noite.


No mesmo horário, um outro garoto, de 17 anos, foi esfaqueado no local, mas a Polícia ainda não faz ligação entre os dois casos.


O amigo conta que todos estavam ouvindo música na Afonso Pena, quando começou a briga. Depois de serem advertidos pela Polícia Militar, dispersaram, mas só por volta das 23 horas diz que resolveram voltar para casa.


Os três amigos pegaram a Antonio Maria Coelho no sentido rumo a Via Parque, mas garantem que foram seguidos por jovens em uma caminhonete preta, armados com correntes e tacos de beisebol, os mesmos da confusão anterior.


“Foi confusão lá em cima e depois perseguiram a gente lá embaixo”, conta o rapaz que não será identificado por ser menor de idade.


Ele garante que a caminhonete estava “cheia”. “Eles desceram e começaram a bater”, relata o adolescente que diz ter desmaiado depois de um golpe na cabeça. O menino diz que quando acordou, não percebeu mais ninguém no local e fugiu para casa. Só na manhã de hoje, sentiram falta de Júlio, revela.


A vítima não tinha qualquer perfuração no corpo, mas muitas escoriações no rosto e fraturas no crânio.


Amigos e o irmão de Júlio foram até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento), onde prestaram depoimento. Todos são do jardim Columbia.


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