PUBLICIDADE
pelo mundo

Ataques de talibãs contra forças afegãs deixam 29 mortos

A maior parte da ofensiva foi dirigida à província de Kunduz, no norte do país, onde os insurgentes atacaram diversas posições das forças afegãs


Foto: Mustafa Andaleb/Reuters - 27.1.2019

Uma série de ataques dos talibãs entre a noite de terça e a manhã desta quarta-feira (4) deixaram ao menos 29 mortos e 11 feridos entre integrantes das forças de segurança do Afeganistão, dias depois da assinatura de acordo de paz entre os rebeldes e os Estados Unidos.

A maior parte da ofensiva foi dirigida à província de Kunduz, no norte do país, onde os insurgentes atacaram diversas posições das forças afegãs. Além disso, houve registro de ações em Uruzgan e Helmand, embora nesta última não tenha sido divulgado se houve vítimas.

Apenas em Kunduz, morreram 23 integrantes do Exército, Polícia, e outros quatro ficaram feridos, disse à Agência Efe o chefe adjunto do Conselho Provincial local, Safiullah Amiri.

"Os talibãs também sofreram baixas, mas o número não está claro", admitiu o integrante do governo local.

Em Trinkot, capital da província de Uruzgan, seis policiais morreram e outros sete ficaram feridos, em ataque contra um posto de controle, conforme revelou à Efe o porta-voz da administração, Zargai Ebadi.

"Pouco depois, retomamos a instalação, em um contra-ataque, que matou oito talibãs e deixou quatro deles feridos", contou o integrante do governo provincial.

Resposta americana
O aumento dos ataques de talibãs fez com que as forças dos EUA empregadas no Afeganistão tenham sido deslocadas para dar apoio aos militares locais em Helmand, no primeiro bombardeio contra os insurgentes desde a assinatura do acordo, feita no sábado, no Catar.

As hostilidades foram as primeiras em 12 dias, depois de um período de redução da violência acordado com o governo americano, que durou uma semana, até a assinatura do tratado em Doha.

Talibãs e EUA assinaram texto que prevê a retirada, em 14 meses, de todas as tropas aliadas que estão no Afeganistão, como primeiro passo para as conversas de paz entre insurgentes e governo local, que poderiam encerrar uma guerra que dura quase 20 anos.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE