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Caarapó

Com aprovação da mãe, menina “dormia” com idoso

| CAMPO GRANDE NEWS


A Polícia Civil de Miranda tomou conhecimento de dois casos de estupro de vulnerável no fim de janeiro, em que os namoros de meninas de 12 anos com homens muito mais velhos, um deles com 60 anos, tinham o consentimento das mães delas.


Carlos Corrêa Teixeira, de 60 anos, morava com uma das meninas. À polícia, ele confessou que viveu maritalmente com ela por cinco meses. O delegado João Reis acredita que o período foi ainda maior. “Parece que foi mais tempo, quase um ano”, disse.


O que mais chama a atenção é que a relação era vista com naturalidade por ele e pela mãe da menina, Eugenia Benitez. Corrêa é separado e não tinha passagens pela polícia.


A mãe deverá responder por abandono de incapaz e co-autoria do delito. O delegado explicou que o caso foi descoberto por acaso, durante outra investigação policial. A menina passou por um exame que comprovou que ela não é mais virgem.


Outro caso muito parecido aconteceu em uma fazenda. O campeiro divorciado José Carlos da Silva, de 53 anos, teve relações sexuais pelo menos três vezes com uma menina de 12 anos. A mãe Marinelza Barros da Silva aprovava a relação.


Interrogada pela polícia, Marinelza disse que não via problema no namoro porque ela havia perdido a virgindade com a mesma idade. O caso chegou ao conhecimento da polícia através de uma denúncia anônima.


“Tem muitos casos como este, mas as vítimas não denunciam por medo, porque mais da metade acontece no seio da família. A mãe acoberta e prefere se calar por vergonha ou por medo”, alerta o delegado da Polícia Civil de Miranda, João Reis.

A penalidade para o crime de estupro presumido é de 8 a 15 anos de reclusão.

Nos dois casos, “estupradores” e as mães das vítimas foram indiciados. A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito para que o MPE (Ministério Público Estadual) ofereça denúncia.


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