PUBLICIDADE
Política

Em MS, PR deve pedir votos para André e Dilma Rousseff

| MIDIAMAX


Líder do PR na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Antônio Carlos Arroyo explica que o partido está liberado para apoiar a reeleição do governador André Puccinelli (PMDB) em Mato Grosso do Sul.
 

Porém, se a opção do governador para presidência da República for o tucano José Serra, o partido não poderá acompanhar. É que nacionalmente, o PR está alinhado ao PT e deve apoiar a provável candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão de Lula.
 

“A cúpula nacional já nos liberou aqui no Estado. Agora, teremos que agir dentro das regras nacionais. Pode vir, por exemplo, uma determinação para não subir no palanque do André se porventura o Serra estiver lá”, explica.
 

Assim, na prática, o partido trabalharia pela reeleição de André e seguiria a orientação nacional de defender a candidatura de Dilma à presidência da República.
 

No ano passado, o PR recebeu a filiação do secretário de Obras, Edson Giroto que deve concorrer à Câmara Federal. Tal filiação passou a ser um forte indicativo de que o PR se aliaria a André neste ano.
 

 

André e Serra?
 

Na verdade, André ainda não declarou apoio a José Serra para a presidência, mas como há muitos anos é parceiro do PSDB no Estado acredita-se que deverá fazê-lo, contrariando o desejo da cúpula nacional do PMDB que preferia que ele estivesse com Dilma.
 

A candidatura de Zeca do PT ao governo do Estado inviabiliza o apoio de André a Dilma. Ela já tinha afirmado que não haveria dois palanques para a petista no Estado ou seria o dele ou de Zeca, os dois não.
 

Hoje, André participa da convenção nacional do PMDB que deve reeleger o presidente da Câmara Michel Temer ao comando do partido. Michel que está licenciado da presidência da legenda quer se reeleger para fortalecer a possibilidade ser indicado a vice de Dilma Rousseff.
 

Contudo, o governador deixou claro, dias antes da convenção, que estava apoiando a reeleição de Temer sem qualquer compromisso com a ala pró-Dilma. “Eu sempre votei no Michel”, justificou-se.
 

O apoio de André a Temer pode ser uma confimação de que ele, de fato, está disposto a não criar embaraços para a aliança com o PT se consolidar. O grupo pró-Dilma precisa obter a aprovação da aliança na convenção nacional prevista para junho. E, segundo informações, quer contar com a ajuda de André para isso.
 

Informações nacionais também dão conta de que o governador pode votar a favor da aliança nacional e em troca ficaria livre para se aliar a quem quisesse no Estado, inclusive ao PSDB. André nunca confirmou tal acordo e muito menos revelou como votará na convenção de junho.

iniciaCorpo("15;12;16;13;17;14;18;15");

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE