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Segmento de picapes médias conquista novo perfil de consumidor no Brasil


Houve um tempo em que picapes médias eram exclusivamente para uso comercial. Hoje, elas atraem também outro tipo de público que sequer faz uso da caçamba e nem passa perto de expor o veículo a condições off-road. Prova disso é que a cidade de São Paulo é o maior mercado do segmento no país, seguida de Goiânia, onde as picapes são os preferidas dos “donos de fazenda”, como as próprias fabricantes definem alguns dos principais consumidores da região.
 

“Existem dois mercados de picapes médias: um abaixo de R$ 100 mil, para pequenos empresários, e outro acima de R$ 100 mil, geralmente voltado para uso particular”, afirma Mário Furtado, gerente de Marketing e Produto da Nissan do Brasil. “Atualmente, nas picapes médias o índice de pessoas que utilizam o carro para passeio é maior do que para o trabalho, ao contrário das picapes pequenas que têm mais veículos para uso comercial do que particular.”
 

Com a mudança de perfil, mudam também as versões mais vendidas. Os modelos topo de linha representam geralmente o maior mix de vendas e saem de fábrica com cabine dupla, transmissão automática, ar-condicionado digital, airbag duplo, freios ABS, bancos revestidos em couro e sistema de som.

 

A versão mais vendida da Nissan Frontier em 2009 ainda foi a XE, picape de entrada, com 33,2% do total. A topo de linha, LE, fechou o ano em segundo lugar, com 29,7% das vendas. Já no caso da Hilux, líder do segmento, a versão mais comercializada é a SRV, mais cara, que parte de R$ 119.630, com cabine dupla, tração 4X4 e motor a diesel.
 


“Esse novo consumidor, morador de grandes cidades, opta por um veículo forte e imponente para o uso urbano, mas não dispensa o conforto de um carro de passeio, já que está sujeito a congestionamentos e também utiliza seu veículo para passear com a família aos finais de semana”, afirma Julio Vitti, chefe do Departamento de Planejamento de Veículos Comerciais da Toyota.


 

O mercado é tão promissor que é a mais nova aposta da Volkswagen. A marca alemã iniciou no Brasil o desenvolvimento de sua picape média, a Amarok, que tornou-se um projeto global e será vendida em mais de 50 países.
 


Antes de lançar o veículo por aqui, a Volks estudou as vendas das concorrentes e definiu comercializar primeiramente no país a versão topo de linha, com um recheado pacote tecnológico - que inclui sistema de som e de regulagem do ar-condicionado com tela touch-screen -, mas sem o câmbio automático.
 


“Avaliamos qual era a base deste mercado e resolvemos por estratégia começar as vendas da melhor versão da Amarok e depois vamos oferecer outras configurações para atingir todos os públicos deste segmento”, afirma Eduardo Marchetti, especialista em marketing de produto de comerciais leves da Volkswagen. 
 



 


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