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Serial killer que matou 7 diz a policiais preferir cadeia ao hospício, mas defesa alega insanidade

Pedreiro Cleber de Souza Machado, de 43 anos enterrou os corpos para ficar com imóveis e advogado deve pedir atestado de insanidade

| MIDIAMAX


Cleber, na casa em que enterrou o próprio primo (Foto: Dayene Paz, Midiamax)

Detido na DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) desde sexta-feira (15), o pedreiro Cleber de Souza Machado, de 43 anos, teria dito para o advogado de defesa que não há mais vítimas além das 7 já descobertas pela polícia. Informalmente, ele chegou a dizer naquela unidade que não tem problemas mentais e que prefere ir para a cadeia do que um hospício.

O advogado Jean Carlos Cabreira afirmou ao Jornal Midiamax que Cleber já teria dito que não há outras vítimas além das 7 já descobertas. Todas as vítimas foram identificadas pelo acusado, mas as ossadas encontradas passarão por exames para que as identidades sejam confirmadas.

“Ele assegurou que não tem mais vítimas', disse Cabreira. O advogado também chegou a alegar que deve resguardar essa versão, porque agora a polícia estaria tentando atribuir todos os desaparecimentos da região a Cleber. “Vamos desconstituir as motivações, que inicialmente foram colocadas pela autoridade que seria para apropriação de bens das vítimas', afirmou o advogado.

Segundo a defesa, a apropriação dos bens acabava por ser uma consequência aos homicídios. “Ele não é uma pessoa normal. A forma, o modus operandi evidencia que não é uma pessoa normal', afirmou Cabreira. O advogado disse que tentará alegar insanidade mental do pedreiro, para que a pena, como medida de segurança, seja um tratamento psiquiátrico.

O Midiamax teve informação de que, durante o tempo em que esteve na delegacia e também durante os trabalhos de localização dos restos mortais das vítimas, Cleber afirmou aos policiais que não tem problemas mentais. Ele teria inclusive afirmado que preferia ir para a cadeia do que para o hospício, até porque na cadeia poderia trabalhar. Essa declaração foi feita informalmente.

Até o momento, Cleber ainda não foi ouvido formalmente em depoimento sobre os casos já descobertos. Ele deve permanecer detido na DEH até que os trabalhos sejam finalizados, para posteriormente ser encaminhado para o presídio, ou instituição psiquiátrica, dependendo da decisão do judiciário perante os pedidos da defesa e acusação.

As investigações começaram após a descoberta da morte de José Leonel Ferreira dos Santos, 61 anos, assassinado por Cleber com auxílio da filha, Yasmin Natacha de 19 anos. Ele foi enterrado no quintal da própria casa, onde a família de Cleber então começou a morar. Preso uma semana depois, Cleber passou a revelar os assassinatos.

Na madrugada de sexta-feira (15), José Jesus de Souza, de 44 anos, conhecido como Baiano, que estava desaparecido desde fevereiro deste ano, teve o corpo encontrado em um terreno no Coophatrabalho. Roberto Geraldo Clariano, de 48 anos, desaparecido desde junho de 2018, foi morto durante uma discussão no Recanto dos Pássaros enquanto fazia um serviço com o autor, e os trabalhos para localizar o corpo da vítima perduraram por toda manhã.

Já no início da tarde, o corpo do idoso Hélio Taira, de 73 anos, que estava desaparecido desde novembro de 2016, também foi localizado. Cleber fazia reforma em residência na Vila Planalto e, na ocasião, Hélio foi contratado para prestar um serviço de jardinagem, quando se desentenderam. Hélio foi enterrado na varanda da casa e o local foi concretado e teve piso colocado em cima.

Flávio Pereira Cece, de 34 anos, desaparecido desde 2015, era dono do imóvel onde foi encontrado enterrado no bairro Alto Sumaré, região da Vila Planalto. Ele era primo do serial killer Cleber, que segundo a polícia, matou o primo a pauladas o enterrou e vendeu a residência por R$ 50 mil com o corpo de Flávio enterrado. O corpo foi encontrado após ser escavado um buraco de 1,60 metro de profundidade, em um quarto.

Na noite de sexta-feira (15), foi encontrado o corpo de Claudionor Longo Xavier, de 48 anos, que saiu de casa no dia 16 abril, foi assassinado e teve a moto XTZ Crosser vendida pelo autor. O corpo estava no mesmo terreno onde a polícia encontrou José Jesus.

Na manhã de sábado (16), Timotio Pontes Roman, de 62 anos, foi encontrado morto em um poço dentro de residência na Rua Urano, no bairro Vila Planalto. Cleber teria sido contratado para fazer um serviço para a vítima, o matou em uma discussão e o jogou dentro do poço. O crime teria acontecido um dia após a morte de José Leonel.

Em todas as ocasiões, Cleber agiu da mesma forma, atingindo as vítimas com pancadas na cabeça, com instrumentos que tinha em mãos. Assim também, todas as vítimas foram enterradas. Os casos podem ser tratados como homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver.


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