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Caarapó

Covid-19: Indígenas implantam barreira de conscientização na estrada que dá acesso a aldeia

| CAARAPONEWS/JOSé CARLOS


Indígenas na estrada que dá acesso ao aldeia Te' Yikue durante trabalho de conscientização. Fotos: Divulgação

Teve início nesta segunda-feira (18), uma barreira sanitária e de conscientização contra o coranavírus que foi montada na MS que dá acesso a aldeia Te’ Yikue.

De acordo com o professor e pesquisador indígena, Elemir Soare Martins, o movimento não é um bloqueio total conforme saiu alguns comentários. É um trabalho organizado em equipe com objetivo de priorizar orientações por conta do Covid-19, no caso das pessoas que tenham que ir até a comunidade, ou para aquelas que irão a Laguna Carapã, como por exemplo, caminhoneiros, taxistas e dentre outros.

“O trabalho é de orientação como o uso de álcool gel para quem vai entrar e sair na aldeia. As pessoas de nossa comunidade que vão para a cidade são orientadas a usarem as máscaras. Temos equipes que trabalham em forma de rodízio no período da manhã e da tarde. Já a noite um grupo da liderança que fica monitorando no local”, informou Martins.

Elemir informou ainda que a iniciativa surgiu justamente quando começou aumentar os números de infectados, sobretudo na região de Dourados.  “Antes a gente esperava a ação da liderança, mas como ela está enfrentando dificuldades de montar a equipe, nós enquanto professores e comunidade sentamos e discutimos em fazer essa blitz educativa. Creio que iremos até diminuir o número de caso também até porque ele precisamos defender a nossa comunidade e também continuar com essa conscientização de que a doença não está para brincadeira. Se por ventura, alguma pessoa da comunidade venha ser infectada, a situação se complica, pois não temos recursos suficiente para isolar as pessoas ou outro tipo de socorro”, enfatizou o professor.

A barreira conta com o apoio da liderança local, escolas, professores indígenas, Sesai e dentre outros.

Elemir Soare Martins  faz mestrado em História, integra as equipes das escola indígenas, além de ser pesquisador da área de História.


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