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bom senso

Ex-casal decide voltar a morar junto na quarentena para ficar com o filho

O Conanda aconselha que as visitas presenciais sejam momentaneamente substituídas pelas virtuais

| CNN BRASIL


Luciana Soler e Alexandre Fukaya falam à CNN. Foto: CNN (20.mai.2020)

Com a pandemia do novo coronavírus, o direto à guarda dos filhos precisou ser revisto em muitas famílias. No caso dos pais separados, por exemplo, uma dúvida que surgiu foi: com quem as crianças devem passar o período de isolamento social? Somente em uma vara de justiça da família, o número de processos relacionados ao tema cresceu mais de 30% durante a quarentena.

De acordo com a juíza Maysa Bezerra, da 24ª vara de Alagoas, decisões judiciais já transitadas foram questionadas durante o isolamento social e até pedidos de busca e apreensão foram feitos. Muitos pais quiseram rever o processo, já que durante a quarentena as visitas não são aconselhadas pelas autoridades de saúde.

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) alerta que crianças e adolescentes, filhos de casais com guarda compartilhada ou unilateral, não podem ter sua saúde submetida à risco. Por tanto, o órgão aconselha que as visitas presenciais sejam momentaneamente substituídas pelas virtuais. Para a psicóloga familiar Caroline Wajss, o essencial é que os pais conversem com seus filhos, para que eles entendam que qualquer mudança na rotina será temporária: ''É importante que elas entendam e que seja saudável para todos da família''.

Pensando nisso, um ex-casal de São Paulo resolveu voltar a morar junto depois de seis anos. Luciana Soler e Alexandre Fukaya fizeram um acordo para que nenhum dos dois perdesse o contato físico com o filho Akira, de 14 anos. Agora, a família passa a quarentena junto: ''se a gente que é adulto não conseguir contornar isso, como é que a gente mostra para os filhos que os obstáculos da vida são contornáveis?'', disse Luciana.


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