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Justiça proíbe atos pró e contra o governo no próximo domingo em SP

Ainda nesta sexta-feira (5), o Ministério Público de São Paulo informou que não houve acordo entre os grupos para que fosse realizada apenas uma manifestação no domingo

| R7.COM


Ato no último domingo (31) teve confusão entre manifestantes e a polícia. Foto: ISABELA NAIARA/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO-31/05/2020

O juiz Rodrigo Galvão Medina, do plantão Civil da Capital, concedeu na noite desta sexta-feira (5) uma liminar proibindo a realização de atos de grupos antagônicos no mesmo local e data no próximo domingo (7). O magistrado acolheu o pedido do Governo de São Paulo.

No seu despacho, o juiz destacou que a medida visa a evitar confrontos e danos ao patrimônio. "Impeço que os grupos manifestantes manifestamente antagônicos entre si se reúnam no mesmo local e data Avenida Paulista, capital, no próximo dia 07 de junho -, evitando-se assim confrontos e prejuízos decorrentes desta realidade, zelando as autoridades administrativas competentes para que tal empreitada possa ter seu efetivo sucesso."

Mesmo com a decisão judicial, a Secretaria da Segurança Pública e o Ministério Público estão em contato com os organizadores dos atos para se chegar a um consenso que garanta a segurança de todos e o direito à livre manifestação.

Ainda nesta sexta-feira (5), o Ministério Público de São Paulo informou que não houve acordo entre os grupos para que fosse realizada apenas uma manifestação no domingo.

Por meio de nota, o MP-SP disse que “não se recomenda, em nenhuma circunstância, a realização de atos simultâneos no mesmo local, organizados por defensores de pautas antagônicas" e que iria apurar “eventuais excessos”.

O assunto entrou em discussão depois que antifascistas e apoiadores de Bolsonaro realizaram manifestação na avenida Paulista, no último domingo (31), que terminou em confusão.


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