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Delegado preso na Omertà tinha fuzil 'frio'em casa, além de 794 munições

Por volta das 10h, a equipe conseguiu mandando de busca e apreensão e retornou à casa de Márcio Shiro Obara no novo endereço

| CAMPO GRANDE NEWS


Delegado Márcio Shiro Obara, ex-titular da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios)

A polícia encontrou um fuzil sem registro na casa do delegado Márcio Shiro Obara, ex-titular da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), preso preventivamente durante a 3ª fase da Operação Omertà. Em outra sala, na 2ª Delegacia de Polícia Civil, de acesso exclusivo dele, também estavam 784 munições de vários calibres, sem registro.

A ação foi liderada pelo Garras ( Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado).

Conforme apurado pela reportagem, às 6h policiais Gaeco, acompanhado por um delegado da Corregedoria da Polícia Civil, seguiram para um prédio na Rua Eduardo Santos Pereira, mas foram informados pelo porteiro que o delegado não morava mais lá. Havia se mudado para um imóvel na Rua do Poeta, no Parque dos Poderes.

Enquanto providenciava um mandado de busca e apreensão para o novo endereço do policial, a equipe foi até o gabinete dele na 2ª delegacia, onde estava lotado. Lá, não foi encontrado nada.

Por volta das 10h, a equipe conseguiu mandando de busca e apreensão e retornou à casa de Márcio no novo endereço. Na residência foram apreendidas diversas armas além do fuzil irregular.

Enquanto os policiais faziam buscas no imóvel receberam informação de que o delegado tinha uma sala de uso privativo na delegacia e resolveram verificar. Lá, encontraram 780 munições de calibre de fuzis e pistolas sem comprovação de origem.

O delegado, então, foi preso em flagrante por posse de arma de uso restrito e vai passar por audiência de custódia nesta manhã no Fórum.

Se conseguir a liberdade por esse crime, vai continuar preso porque tem mandado de prisão preventiva cumprida durante a operação. Na Corregedoria, Márcio acompanhado pelo advogado de defesa, disse apenas que iria provar a origem da arma e das munições e optou pelo direito de se manter em silêncio.

Documento da operação Omertà, que cumpriu a terceira fase nesta quinta-feira, cita propina de R$ 100 mil paga a delegado de Campo Grande, além de envolvimento do mesmo policial com empresário fronteiriço Fahd Jamil Georges.


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