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Mãe é denunciada após amordaçar filha e postar nas redes sociais

Tudo começou quando a mãe postou uma foto com a legenda: “como fazer a criança ficar quieta”, em que uma das filhas aparece com mãos e pés amarrados e a boca tapada

| CAMPO GRANDE NEWS


Foto de menina amordaçada pela mãe foi publicada nas redes sociais (Foto: Reprodução)

Mãe de 19 anos foi denunciada ao Conselho Tutelar e à Polícia após publicar foto de uma das filhas amordaçada, com as mãos e pés amarrados e disse que tudo não passou de uma brincadeira. A postagem foi feita ontem, mas a denúncia veio à tona nesta quarta-feira (15) na região do Zé Pereira, em Campo Grande.

Tudo começou quando a mãe postou uma foto com a legenda: “como fazer a criança ficar quieta” em que uma das filhas aparece com mãos e pés amarrados e a boca tapada. A mulher colocou símbolos fazendo referência a uma situação engraçada, mas a avó paterna das crianças viu a publicação e não gostou.

A foto foi compartilhada e “viralizou” nas redes sociais. Em novo texto, a avó da menina teria dito “como se faz uma brincadeira dessas com a própria filha?”, incentivando novos compartilhamentos. As imagens chegaram ao Conselho Tutelar que enviou equipe até a casa.

Imagens foram compartilhadas pela avó paterna das meninas (Foto: Reprodução)
Em informações preliminares os conselheiros disseram que as meninas não tinham sinais de maus-tratos e pontuaram até que as carteiras de vacinação estavam em dia.

A jovem responsável pela publicação e as filhas foram levadas para a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), onde o caso será investigado.

Em conversa rápida com a reportagem do Campo Grande News quando chegava ao local, a mãe respondeu ter sido uma denúncia mentirosa.

“Não maltrato nenhuma das crianças. Pode ver que elas não têm marca alguma”, disse, reforçando ter sido uma brincadeira. “Eu postei brincando. Todo mundo sabe disso. Ela quis falar na maldade”, comentou se referindo a avó das meninas.

Um dos vizinhos da jovem comentou que esta não é a primeira vez que uma situação do tipo ocorre, mas não quis detalhar o caso por medo de represália.

Os conselheiros tutelares informaram que o atendimento deste caso não estava previsto para hoje, mas como teve muita repercussão nas redes eles ficaram preocupados com possíveis ameaças contra a jovem ou as crianças.

Eles acionaram a rede de apoio do Conselho, com assistentes sociais e psicólogos, além da DEPCA para analisar o caso.


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