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Política

André está entre a cruz e a espada, avalia Nelsinho

| MIDIAMAX


O prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB) avaliou hoje que o governador André Puccinelli (PMDB) vive um difícil momento de indecisão. Ao entregar uniformes e kits escolares em uma escola no Bairro Paulo Coelho Machado ele foi questionado sobre como agiria se tivesse que escolher entre enfrentar Zeca do PT com o apoio de Lula ou Marisa Serrano (PSDB).

Nelsinho que pretende concorrer ao governo do Estado em 2014 reconheceu que a decisão não é fácil. “Esta é a pergunta que está na cabeça do André. Ele está entre a cruz e a espada”, mencionou.

Se apoiar Dilma Rousseff à presidência, André deverá ter como adversária a senadora Marisa Serrano que montará palanque para o tucano José Serra no Estado. Nesta situação, ele teria também Zeca do PT como adversário, mas sem o apoio de Lula.

Se apoiar Serra, tira Marisa da disputa, mas terá que enfrentar Zeca do PT com o empenho de Lula em sua campanha.

Ontem, durante evento na governadoria André demonstrou não ter qualquer decisão e citou até poesia para explicar como agirá. “Ficarei com o que me retribuir o amor ardente, que já nos olhos meus tão puro viste”, disse citando verso do Soneto 19 de Luiz Vaz de Camões.

O prefeito da Capital já declarou ter simpatia pela candidatura de Dilma Rousseff, mas informou que sua decisão levará em conta a reeleição de André Puccinelli, sua prioridade.

Nelsinho esclareceu que a simpatia pela candidatura petista não tem relação com os investimentos do governo federal em Campo Grande. “É que eu acredito e confio na administração deles [petistas]. Não só pelo que eu vejo em Campo Grande, mas em outros municípios também”, afirmou.

Nelsinho, aliás, percorreu algumas escolas nesta manhã ao lado de lideranças tucanas como a própria Marisa, o deputado Rinaldo Modesto e a vereadora Roseane Modesto.

A senadora disse que partido tentará conquistar o apoio do prefeito da Capital de quem, aliás, foi vice, para José Serra. Na presença dos tucanos, Nelsinho afirmou que apesar da simpatia declarada por Dilma, não tem definição. “Ademais, eu nem sei se o Serra é candidato”, disse.

O governador de São Paulo só deve oficializar sua candidatura ao Palácio do Planalto ao final do mês de março.


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