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polêmica

Família questiona covid em idosa que não fez teste “ouro” nem viva e nem morta

| CAMPO GRANDE NEWS


Djanira Miranda de Souza, 77 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira. (Foto: Arquivo Pessoal)

A sexta-feira é dia de luto, revolta e indignação para a família de Djanira Miranda de Souza, 77 anos. A paciente morreu durante a madrugada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida, em Campo Grande, e o atestado de óbito traz suspeita de covid-19, apesar de dois testes rápidos negativos. Porém, nem viva nem morta, a idosa teve acesso ao exame swab, que é o “padrão ouro” para diagnosticar o novo coronavírus.

O primeiro teste rápido foi feito na semana passada e outro já na UPA, para onde a paciente foi levada na noite de ontem, após passar mal. “O doutor Helton insiste em manter suspeita de covid-19 o que deixa a família indignada”, afirma o jornalista Ademar Cardoso de Andrade, genro da paciente.

Ele também questiona por que a Djanira não teve acesso ao teste swab, que coleta secreções com cotonete. “Ela foi sempre saudável, enfermeira por quase 20 anos. Nunca teve problema de saúde. Foi ao posto do Jardim Leblon na semana passada, mandaram esperar sete dias e tomar antibiótico. Olha o que acontece quando manda esperar sete dias. Por que não faz esse exame quando a pessoa chega ao posto de Saúde?  É impressionante a estratégia que o poder público está usando” , diz Ademar.

A paciente teve febre na quarta-feira, mas ontem estava melhor, inclusive fez o jantar. Contudo,  a partir das 21h30 teve dificuldade para respirar  e foi levada à UPA. Em 20 minutos, o quadro se agravou e Djanira nem conseguiu mais falar palavras completas.

Após ó óbito, a família pediu que fosse feito o teste com swab, mas o exame foi negado sob alegação de que após o falecimento o caso se torna da Medicina Legal.

“Vou entrar na Justiça para exumar o corpo e ver se ela morreu com covid ou não. Não vamos ficar na incerteza. Pedimos o exame, mas o poder público faz questão de falar não”, afirma Ademar.

A família também reclama que em todas as vezes que tentou falar com o médico Helton era informada de que o profissional estava no horário de descanso.

Agora, enlutada, a família ficará em isolamento domiciliar e tentará fazer exame para diagnóstico da doença. A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para esclarecer porque o exame não foi coletado, mas não recebeu resposta até a publicação da matéria.


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