PUBLICIDADE
pesquisa

42% dos beneficiários do coronavoucher votariam em Bolsonaro para presidente

O candidato à Presidência em 2018 pelo PT, Fernando Haddad, aparece em seguida na escolha dos beneficiários do coronavoucher

| PODER 360


Guedes e Bolsonaro em cerimônia no Planalto em 2019. Foto: Divulgação

Pesquisa do PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360, indica que 42% dos brasileiros que já receberam ou aguardam receber o auxílio emergencial votariam em Jair Bolsonaro para uma possível reeleição em 2022. A proporção é 4 pontos percentuais mais alta que entre a população em geral, em que 38% dos entrevistados escolheram o presidente.

O candidato à Presidência em 2018 pelo PT, Fernando Haddad, aparece em seguida na escolha dos beneficiários do coronavoucher, com 15% das intenções de voto.

Já quando consideram-se apenas os que tiveram o cadastro recusado, a preferência por Bolsonaro cai drasticamente. Nesse estrato, apenas 23% afirmaram que votariam no atual presidente.

Os dados foram coletados de 3 a 5 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Há meses o PoderData (antes DataPoder360) vem mostrando que a popularidade de Jair Bolsonaro tende a ser maior entre os beneficiários do auxílio emergencial. Esse quadro se repete nas intenções de voto dos brasileiros (como mostrou o infográfico acima).

O benefício tinha duração inicial de para durar 3 meses. Mas, em junho, o governo anunciou a prorrogação do programa, com mais duas parcelas de R$ 600.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na 4ª feira (5.ago.2020) que é inviável estender o auxílio por muito tempo: “Começou a pagar a 4ª parcela e tem a 5ª. Não dá para continuar muito, porque por mês custa R$ 50 bilhões”.

2º TURNO X CORONAVOUCHER
O PoderData também indica 1 desempenho melhor de Bolsonaro em todos os cenários de 2º turno no grupo dos entrevistados que já receberam ou aguardam receber os R$ 600.

Na simulação de uma disputa com Fernando Haddad, como em 2018, Bolsonaro tem 42% das intenções de voto na média geral. Mas quando considerados só os beneficiários do auxílio emergencial, há alta de 2 pontos percentuais, para 44%. A variação está dentro da margem de erro da pesquisa (2 p.p.).

O mesmo acontece nos cenários com o ex-ministro Sérgio Moro e com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB):


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE