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Cinema

Produtores de "Guerra ao Terror" são processados dias antes do Oscar

| FOLHA


Um sargento do Exército norte-americano está processando os produtores do filme "Guerra ao Terror", que lidera, ao lado de "Avatar", as indicações ao Oscar deste ano, cuja cerimônia de entrega acontece no próximo domingo.
 

O militar afirma que o papel principal do filme é baseado nele.
 

O sargento Jeffrey S. Sarver acredita que o roteirista Mark Boal se baseou em eventos que o evolvem para escrever o filme, de acordo com comunicado do advogado Geoffrey Fieger, que representa o militar.

 

Uma entrevista coletiva está prevista para esta quarta-feira no escritório de Fieger, que afirma que o caso será "multimilionário".
 

A distribuidora Summit Entertainment divulgou ontem um comunicado que reitera que o filme é uma obra de ficção sobre soldados no campo de batalha.
 

"Não temos dúvida que o sargento Sarver serviu seu país com honra e compromisso, arriscando sua vida para fazer um bom trabalho, mas nós distribuímos um filme baseado em uma história ficcional do roteirista Mark Boal", afirma o documento da Summit.
 

Boal, que é jornalista, escreveu uma reportagem sobre um esquadrão antibombas no Iraque para a revista "Playboy". Ele desenvolveu a história para um roteiro sobre um grupo de soldados, focando no personagem Will James. A partir desse roteiro, o filme foi criado.
 

Sarver alega que Boal estava com o batalhão dele e que o personagem principal, James, seria inspirado nele. O sargento diz ainda que o apelido de James no filme, "Blaster One", também era o seu nome durante o tempo em que ele serviu no Iraque.
 

"Guerra ao Terror" arrebatou a crítica e levou nove indicações ao Oscar --entre eles ao prêmio principal, de melhor filme, para o qual é considerado favorito.

O processo é o segundo problema recente que envolve o longa. Um de seus produtores, Nicolas Chartier, foi banido do prêmio após pedir votos ao membros da Academia por e-mail.


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