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Caarapó

Artesanato de Caarapó é destaque no 1º Salão do Turismo

A artesã Josefa Marques Mazarão, 55 anos, residente em Caarapó é destaque na 1ª Feira Internacional e 1º Salão de Turismo do MS em Campo Grande.

| CAMPOGRANDENEWS


 

Mato Grosso do Sul em um espaço único integra a idéia da 1ª Feira Internacional e o 1º Salão de Turismo do Estado. Instalados no Pavilhão Albano Franco em Campo Grande, o evento reúne frações das sete principais regiões sul-mato-grossenses e prometem, até domingo, dia 21, deixar o conhecimento dos visitantes sobre o Estado mais homogêneo. “Quem vem de fora vai conhecer Mato Grosso do Sul e quem é do Estado também vai conhecê-lo”, aposta a diretora da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Nilde Brun.

Além de conhecer, o visitante poderá provar o que há de melhor no Estado, já que o salão vai sediar o festival gastronômico responsável pela escolha do prato típico sul-mato-grossense. O prato vencedor vai representar Mato Grosso do Sul no Salão Internacional de Turismo, que será em São Paulo ano que vem. Nos quatro dias da feira, com início nesta quinta, 18, serão servidas 2 mil degustações de tilápia campestre (representante de Nova Andradina); empanado e paçoca de carne, Rota Norte; cabrito com pimenta rosa e rabada com grão-de-bico, Caminhos da Fronteira; caldo de piranha e macarrão de comitiva, Pantanal; bolinho de tucunaré e tilápia com provolone da Costa Leste; escondidinho de carne seca, da Serra da Bodoquena; além de sobá e sol do Pantanal, de Campo Grande.

Além do paladar, o salão de turismo vai estimular os demais sentidos e a impressão é que o visitante estará em um típico quintal de um sul-mato-grossense. São convidativas redes e bancos de madeira expostos sob réplicas de árvores e aves típicas do cerrado. Mas quem for ao local, cujo acesso será gratuito, pode ter uma ponta de insatisfação ao não conseguir tocar em cachoeiras, morros e grutas bem mais convidativos que as redes. Porém, esse não será um problema, considerando que as agências de turismo do Estado estarão no local para oferecer os passeios a locais que fizeram famosa esta parte do País e outros de beleza ainda quase inexplorada.

 Segundo Nilde Brun, os roteiros demonstrados na feira também vão passear em rodas internacionais de negócios como forma de consolidação no mercado mundial do turismo. Lá estarão Bonito, Corumbá, Campo Grande (que intensifica o turismo de negócios) e a Serra da Bodoquena. “Será uma forma de promover Mato Grosso do Sul no exterior e mostrar nossos produtos”. Outros estados e países da América do Sul também participam da feira.

Turismo e artesanato- Mais conhecido, o Estado deve empregar mais. Nilde Brun revela que dados da OIT (Organização Internacional do Turismo) indicam um emprego no turismo para cada dez gerados. Em Mato Grosso do Sul seriam um para cada 20.

Entre eles o da artesã Josefa Marques Mazarão, 52 anos, que há dez deixou a carreira de cozinheira para virar tecelã. No salão ela exibe cachecóis, tapetes e outros acessórios feitos com lã de carneiro e resíduos de bicho-da-seda. Tudo é colorido de forma natural com produtos incomuns, como casca de manga, plantas, serragem, pedaços de jatobá e uma infinidade de variações encontradas no cerrado.A exótica cor dos artigos demonstrados por Josefa emprega outras 15 pessoas da Associação de Artesanato de Caarapó.

Não menos exótica é a produção dos artesãos de Jardim, que utilizam osso bovino para fazer de prendedor de cabelo a petisqueiras. A impressão é de marfim talhado. De acordo com Noemia Kuhnen, 59 anos, já são 5 anos de trabalho e dois prêmios de reconhecimento nacional. “Ganhamos o Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o Sebrae”, conta.

Além de conhecer o artesanato, culinária, rota turística e tradições, o visitante poderá saber um pouco mais da música e até da fauna do Estado. A promessa é de um jacaré no stand que representa a Serra da Bodoquena. A abertura fica por conta do cantor e compositor Almir Sater. Todo fim de tarde e noites ocorrerão apresentações musicais e folclóricas.

Nilde Brun disse que esta será a primeira experiência e, por este motivo, não há como prever o retorno do investimento de R$ 1,2 milhão no evento.


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