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Guedes nega atrito com presidente do BC e cobra ‘apoio fiscal’

“Nossa relação é de irmãos. Sou o irmão mais velho dele. Temos uma ligação de gerações. Eu era muito amigo do avô dele”, minimizou o chefe da equipe econômica

| CNN BRASIL


O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que o presidente do BC ligou para ele. Foto: CNN Brasil - 15.mar.2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou à CNN, na manhã desta quinta-feira (26), qualquer atrito com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. 

O chefe da equipe econômica também cobrou “apoio fiscal” do Congresso Nacional para manter a política de juros baixos, mas se disse confiante na aprovação das reformas e medidas de ajuste fiscal.

Um possível atrito entre os dois foi aventado após o presidente do BC dizer ontem que o Brasil precisa ganhar credibilidade por meio das reformas e de um “plano” que mostre que o país está preocupado com sua dívida pública.

Horas depois, indagado pela imprensa, Guedes respondeu: "O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, pergunte a ele qual o plano dele, qual o plano que vai recuperar a credibilidade".

Ligação
À CNN, o ministro da Economia afirmou que não há qualquer atrito entre os dois e contou que o presidente do BC ligou para ele na manhã desta quinta-feira (26) para esclarecer a declaração.

“Nossa relação é de irmãos. Sou o irmão mais velho dele. Temos uma ligação de gerações. Eu era muito amigo do avô dele”, minimizou o chefe da equipe econômica. 

Segundo o ministro, na ligação de hoje, Campos Neto disse que sua declaração, dada em um evento de cooperativas de crédito, era uma cobrança pela aprovação das reformas no Congresso. 

“Ele me disse que estava se referindo às reformas. A função do BC é pedir reformas, porque sem isso não tem credibilidade. Precisamos de apoio fiscal para manter a política de juros baixos”, disse Guedes.

Confiança
Apesar da cobrança, o ministro da Economia se mostrou confiante na aprovação de reformas e da pauta econômica pelo Legislativo. “As reformas serão aprovadas uma atrás da outra”, disse.

Guedes citou a aprovação do projeto de autonomia do BC pelo Senado e da lei de falências pelo Congresso e disse esperar a aprovação no novo marco do gás natural e do projeto de incentivo à cabotagem. 

“As reformas estão indo. Estou dizendo isso o tempo inteiro. Estamos entregando o tempo inteiro”, afirmou. “Quem está fazendo negacionismo e desrespeitando evidências empíricas? A economia voltou e os dados estão mostrando isso”, emendou. 

Indagado se acredita que há tempo para aprovar essas propostas até meados de dezembro, antes do recesso parlamentar, Guedes afirmou que “tempo há”. “Está tudo formulado”, afirmou.


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