PUBLICIDADE
Caarapó

Pulseiras do sexo viram moda e alarmam pais e educadores em Caarapó

Essas pulseiras servem como uma espécie de jogo

| CAARAPONEWS


Por Silmara Diniz

O Conselho Tutelar está alertando todas as escolas de Caarapó sobre o uso de pulseiras coloridas de silicone, conhecidas nas ruas como pulseiras do sexo.
 

As pulseiras, que já eram mania entre adolescentes e pré-adolescentes nas principais capitais do país ainda no ano passado, agora são modinha também em Caarapó e podem ser encontradas no comércio local por cerca de R$ 2 o conjunto ou a R$ 0,20, se compradas individualmente.
  Essas pulseiras servem como uma espécie de jogo, que funciona da seguinte maneira: uma menina coloca diversas pulseiras no braço e o menino tenta arrebentar. A cor da pulseira dirá qual o carinho ‘conquistado’ pelo adolescente e vice-versa.
    De acordo com o conselheiro tutelar Odirlei Luiz Longo, o Pipoca, o Conselho Tutelar, após receber comunicado da direção de uma escola sobre a existência de pulseiras dentro do ambiente escolar, já iniciou as orientações com os educadores e também com pais. Alguns, inclusive, descobriram que as pulseiras possuem significados sobre sexo, ao comentar para os conselheiros que os filhos estavam usando.
  “Uma menina nos procurou e perguntou se a mãe a havia denunciado. Quando averiguamos qual seria o motivo da denúncia, era porque ela usava a tal pulseira”, comentou Pipoca.
  A diretora da escola São Vicente, Vera Vicente, disse que a questão das pulseiras coloridas surgiu através de um pai de aluno, depois que o filho comentou em casa a utilidade dos adereços. Vera disse que após a ocorrência, professores e alunos discutiram o assunto e partiu de cada um a iniciativa de deixar de usar as pulseirinhas: “Cada um cortou a sua, deixamos essa responsabilidade para as crianças”, salientou.
  Na opinião da diretora da escola, que possui alunos com faixa etária de 6 a 14 anos, os adolescentes têm a fantasia de que, usando as pulseiras, ganharão abraços, beijos e carinhos dos colegas de sala, dos amigos bonitos, que fazem parte do ambiente deles. “Eles se conscientizaram que nem sempre será o colega que vai vir dar um beijo, essa brincadeira veio de fora, veio de adultos, às vezes isso vai acontecer na rua, com um estranho”, falou ela, que junto aos demais professores, orientou os estudantes.
  “As únicas pessoas que podem proibir o uso das pulseiras e conversar com os filhos sobre isso são os próprios pais”, explicou a conselheira tutelar Geraldina Lugo ao CaarapoNews.
  Para o estudante C.M. (17), que carrega o adereço no braço dar significado às pulseiras como algo de conotação sexual depende de cada pessoa: “Vai da mentalidade de cada um. Eu uso, mas sem intenção, uso porque acho legal, é colorido. Mas sei que tem crianças que acham que as pulseiras são um contrato, se o menino arrebentou a pulseira do braço da menina ela vai ter que fazer o que a cor manda”.
  Na cidade de Navegantes, litoral norte de Santa Catarina, as pulseiras já foram proibidas nas escolas da rede municipal de ensino por lei e os educadores terão que promover reuniões para debater o assunto com pais e alunos. Segundo o prefeito da cidade, as crianças de 10, 12 anos, acabam utilizando uma linguagem não apropriada graças à febre das pulseirinhas coloridas.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE