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Fred e Jô tentam reviver velhos tempos em jogo desta quarta-feira

| GLOBO ESPORTE


Foto: Divulgação

Não é só a posição e a experiência que Jô, de 33 anos, e Fred, de 37, têm em comum. Ex-companheiros de Seleção, eles foram campeões juntos da Copa das Confederações em 2013, jogaram o Mundial no ano seguinte no Brasil e em 2020 retornaram para os clubes onde são ídolos e coincidentemente compartilham a conquista de dois títulos brasileiros e um estadual.

No Corinthians x Fluminense desta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília) na Neo Química Arena, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, os dois chegam como líderes de seus times e tentando reviver os velhos tempos de artilheiros. Jô fez mais gols desde que voltou, foram seis, só que oscilou demais na reta final do ano. Por sua vez, Fred marcou metade, apenas três, mas fechou 2020 e começou 2021 em alta.

Jô: início animador e jejum recente

Revelado no Corinthians, Jô foi bicampeão brasileiro com o Timão em 2005 e 2017, quando também ganhou o Paulistão e viveu seu auge. Naquele ano, foi artilheiro com 18 gols e protagonista da conquista nacional, chegando a sonhar com a possibilidade de disputar a Copa do Mundo da Rússia, mas acabou não convocado. Depois de duas temporadas no Japão, retornou no segundo semestre de 2020 para sua terceira passagem no Parque São Jorge, desta vez com a camisa 77.

Mesmo sem ritmo por uma longa inatividade e com uma estreia apressada, o centroavante deixou sua marca logo de cara e atuou bem no início, conseguindo quatro gols em seus sete primeiros jogos, sendo dois na reta final do Paulistão e dois já no Brasileiro. Com a sequência de partidas, porém, Jô passou a sentir o peso dos 33 anos e balançou a rede só mais duas vezes nos últimos 16 duelos.
Ele chegou a viver um jejum de dez partidas, entre o início de setembro e o fim de dezembro. No período, também sofreu com uma contratura muscular e com a infecção para o novo coronavírus. O gol marcado na vitória por 2 a 1 sobre o Goiás, no último dia 21, na Neo Química Arena, encerrou a sequência negativa e acabou 2020 com seis bolas na rede em 23 jogos. Provável titular, o centroavante fará sua estreia em 2021 contra o Fluminense.

Sem Mauro Boselli, que não teve contrato renovado, o prata da casa é a principal referência ofensiva do time de Vagner Mancini. Com contrato até o fim de 2023, Jô tem sido importante também com o seu espírito de liderança, ajudando na adaptação dos jovens ao elenco principal. Além do natural faro de gol, que por mais que não esteja aguçado é sempre uma grande esperança dos corintianos.

Fred: sequência tarda, mas aparece

Diferentemente de Jô, Fred não foi revelado por seu atual clube, mas foi com o Fluminense que teve sua maior identificação da carreira e onde se sente em casa. Contratado em 2009, ele foi bicampeão brasileiro em 2010 e 2012, ano em que também conquistou o Carioca e viveu seu auge, sendo o artilheiro com 20 gols e protagonista do título nacional. Depois de quatro temporadas em Belo Horizonte, decidiu retornar às Laranjeiras para escrever um último capítulo antes da aposentadoria.

Mas desde seu retorno, em maio do ano passado, a discussão quase sempre foi a mesma: aos 37 anos, o camisa 9 ainda pode ser útil ao time? O desempenho inicial em campo fez surgir essa dúvida: o centroavante demorou dois meses (ou sete jogos) até desencantar e fazer o seu primeiro gol no clássico contra o Vasco no Maracanã. E voltou a marcar cinco partidas depois, diante do Goiás.

Porém, seguidos problemas físicos impediram uma boa sequência: dores no pé direito, cirurgia no olho esquerdo, lesões na coxa e tornozelo da perna direita, além da infecção pela Covid-19 tiraram Fred de 14 dos 37 jogos do time desde sua reestreia. Na reta final do ano passado, o centroavante enfim começou a engrenar e fechou 2020 com boas atuações, três gols e duas assistências em 19 partidas. E já iniciou 2021 com bom desempenho em um Fla-Flu.

Com idolatria incontestável e liderança de sobra, Fred agrega também em outros pontos. E não necessariamente só quando está dentro de campo. Não é de hoje que o atacante é elogiado pelos companheiros e ativo no vestiário, dando suporte para os mais jovens. Peça de confiança da comissão técnica de Marcão e Ailton, ele deve seguir como titular contra o Corinthians e carrega as esperanças dos tricolores após provar que está "inteirão" aos 37 anos.


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