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Caarapó

Otoniel discute segurança na aldeia com autoridades

A reunião aconteceu na própria comunidade e teve a efetiva participação dos indígenas

| CAARAPONEWS


Por Silmara Diniz

Junto ao Procurador da República lotado em Dourados, Marco Antônio Delfino de Almeida, o Delegado de Polícia, Humberto Perez Lima, o Comandante do Pelotão da Polícia Militar de Caarapó, Tenente Kobayashi, os promotores de justiça Fabrícia Barbosa Lima e Cláudio Rogério Ferreira Gomes, o Chefe do Demtrat, Luiz Dáuria, representantes da Funasa e do Conselho de Segurança, professores, moradores e lideranças indígenas, o vereador Otoniel Ricardo (PT) discutiu assuntos referentes à segurança da comunidade Te’ýikue na manhã de ontem (17).
 

A reunião aconteceu na própria comunidade e teve a efetiva participação dos indígenas residentes na Te’ýikue, localizada a cerca de 12 km da cidade. Em suas oportunidades, os índios da comunidade levantaram os temas segurança, violência, envolvimento dos jovens com drogas, a entrada de bebida alcoólica na aldeia, dentre outros. As autoridades presentes também fizeram diversas observações quanto a esses assuntos.
  A aldeia conta com um Regimento Interno que auxilia na manutenção da ordem e na diminuição da violência. Mesmo assim, de acordo com o vereador Otoniel, que também reside na comunidade, é necessário o apoio de outras esferas. “Essa aldeia é exemplo nacional e internacional e aqui dentro temos nossa organização, mas há outros assuntos, como a chegada de drogas e bebida alcoólica à comunidade e precisamos da ajuda de fora”, falou.
  Uma das reivindicações dos índios é que a Polícia Militar possa atender a comunidade Te’ýikue. Somente a PF tem competência para entrar na aldeia e realizar atendimentos e ações.
  Conforme explicou o Procurador da República, a proposta é autorizar que a PM faça um trabalho preventivo dentro da aldeia e, para isso, o Procurador da República e o Ministério da Justiça devem ser acionados.
  “A ideia é que essa organização interna seja reconhecida, eu vejo que o regimento tem poder de normatizar certas coisas. A violência dentro da aldeia acaba tendo efeitos externos e a recomendação que enviamos ao Ministério da Justiça, através do Procurador da República, é que se celebre um convênio com a Polícia Militar para um policiamento preventivo. O que não pode ocorrer é ninguém fazer nada”, enfatizou Almeida.
  O objetivo da reunião, segundo o vereador Otoniel foi de buscar parcerias com autoridades e órgãos externos à comunidade para que conheçam os acontecimentos e possam dar suporte à organização da Te’ýikue.  

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