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Caarapó

Igreja evangélica de Caarapó realiza culto em cadeia

Os cultos como são chamados acontecem quinzenalmente aos sábados das 13h às 14h30

| CAARAPONEWS


Por José Carlos

Membros da Igreja Batista Nacional (IBN), da Vila Planalto realizam a pouco mais de dois anos um trabalho de evangelização na cadeia pública de Caarapó. Os cultos como são chamados acontecem quinzenalmente aos sábados das 13h às 14h30. Além desta denominação outras também já fizeram o mesmo trabalho.
 

  Segundo o pastor Alberto Ribeiro de Oliveira, da Igreja Batista para as Nações, este trabalho já existe há vários anos em Caarapó. “Deus já me deu este privilégio para poder levar a palavra do Senhor ali naquele lugar, onde as pessoas precisam também mais do que nunca do evangelho de Jesus Cristo. Só paramos por que não são todos os delegados que aceitam este tipo de atividade, mas enquanto deu certo, fizemos a nossa parte”, falou.
    Oliveira disse ainda que depois de certo tempo sem os cultos na cadeia pública, o seu amigo pastor Vanilton Farias de Lima, da Igreja Batista Nacional da Vila Planalto conseguiu e com méritos fazer com que as portas fossem abertas novamente para este trabalho tão importante. “Outra Igreja que também colaborou neste sentido, foi a Congregação Cristã no Brasil”, destacou.
    De acordo com o pastor Vanilton Farias de Lima, este trabalho é realizado por um grupo de voluntários da Igreja Batista Nacional da Vila Planalto, que vão duas vezes por mês a  cadeia pública. O trabalho consiste em um momento de louvor, testemunhos e a pregação da palavra. “Em pouco mais de dois anos aproximadamente 20 presidiários   já se renderam ao Senhor Jesus e também realizamos  três batismos”, disse.
    Lima disse ainda que este trabalho é coordenado pelo membro da IBN Ademir Baratela, ex-presidiário, pelo Efren Giroto Ushigima e outros membros. “Não podemos se esquecer também do amigo e irmão em Cristo Samuel Pereira de Souza, que por um bom tempo nos ajudou a levar a palavra e colaborar com os louvores também”, finalizou.
    Conforme Ademir Baratela, este trabalho não tem dinheiro que pague, só quem já esteve lá dentro como ele, é quem sabe o quanto o lugar é pesado, terrível e tenebroso. “Infelizmente não temos a participação de todos os presidiários, mas já temos um bom número que não vêem a hora de chegar o sábado para serem alimentados com a palavra do Senhor. É normal alguns quando saem dali se esquecerem de Deus, mas o importante é que a semente foi plantada, e isto é o que nos alegra e encoraja a continuar com este trabalho”, enfatizou.
    Para Efren Giroto Ushigima, esta iniciativa é de extrema importância não só para o presidiário, mas para sua família e também para a própria sociedade. “Se vivemos em meio a uma violência desenfreada que assusta a humanidade, isto é conseqüência de ações de pessoas sem temor ao Senhor. Se um presidiário por exemplo, resolve receber de verdade o evangelho de Jesus Cristo em seu coração, as chances são grandes dele não mais voltar a praticar o errado quando estiver lá fora. Temos exemplos práticos em nossa igreja, dois ex-presidiários se converteram na cadeia e hoje são pessoas de bens, trabalhadoras, sendo que um deles é até empresário na cidade”, argumentou.

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