PUBLICIDADE
Caarapó

Ferroeste passará por cidades do Cone Sul

| DIáRIO/MS


A região sul de Mato Grosso do Sul deu início a uma luta política em prol da construção de um ramal ferroviário interligando o Estado ao Paraná. Com 420 quilômetros de extensão, o ramal deve interligar os municípios de Maracaju e Cascavel, passando por Dourados e chegando até o Porto de Paranaguá (PR).

Na tarde desta segunda-feira, autoridades políticas, produtores rurais e representantes de entidades se reuniram em Dourados para iniciar a discussão em torno da implantação da ferrovia, que deve ser construída pela Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.), estatal ligada ao governo do Paraná.

 O diretor-presidente da Ferroeste, Samuel Gomes dos Santos, apresentou o projeto, orçado em U$ 420 milhões. Nos discursos, as autoridades pediram apoio da bancada federal dos dois Estados em prol da destinação de recursos do governo federal. A obra deve ser construída através de emendas parlamentares e financiamento do BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).

O diretor-presidente da Ferroeste disse que não é possível haver desenvolvimento econômico em qualquer região sem ferrovias. Ele lembrou que, além de mais barata, a ferrovia também significa transporte mais seguro, sem limites de volume e com preservação do meio ambiente.

“Não há região do mundo que se desenvolva econômica e socialmente carregando a produção no lombo do caminhão. A ferrovia é um investimento necessário”, afirmou. O ramal terá extensão de 250 quilômetros entre Maracaju e Guaíra e outros 170 quilômetros de Guaíra até Cascavel.

 De lá, o ramal será ligado à ferrovia até o Porto de Paranaguá. A idéia é aproveitar a linha férrea que liga Campo Grande, Maracaju e Ponta Porã, passando pelo distrito de Itahum. Atualmente, o ramal está desativado. Segundo Samuel Gomes, a Ferroeste já possui concessão para implantação da linha ferroviária de Cascavel até Dourados, restando apenas novo pedido à ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) para a extensão até Maracaju.

Dentro do MS, a ferrovia vai passar pelos municípios de Macaraju, Itaporã, Dourados, Caarapó, Naviraí, Eldorado, Itaquiraí e Mundo Novo, na divisa com Guaíra. De acordo com números do Confea (Conselho Federal de Agricultura), 18% dos grãos colhidos não chegam ao consumidor final, devido a problemas no transporte.

O diretor da Ferroeste lembrou que, no Brasil, 65% das cargas são transportadas por caminhão. No Paraná, este índice é de 70%. Em MS, de 81%. MURILO A reunião, realizada no auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Dourados, foi conduzida pelo vice-governador, Murilo Zauith (DEM), que enfatizou o empenho e a união dos dois Estados em favor do empreendimento.

“O governo do Estado fará tudo o que for possível para garantir este equipamento, que certamente vai contribuir muito para o fortalecimento da produção agrícola e industrial”, disse ele. Inicialmente, a ferrovia será utilizada para o transporte de todo tipo de produtos, como calcário, fertilizantes, carne e a produção da região como soja, milho e aveia.

Também há possibilidade de parceria com a Petrobrás para transporte de etanol e derivados do petróleo, além da implantação de linhas turísticas ligando o Mato Grosso do Sul ao Paraná.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE