PUBLICIDADE
Geral

Esgotadas pulseiras que repelem mosquito da dengue

| TV MORENA


Com números cada vez mais elevados de notificações de casos de dengue no Estado, aumenta a procura por produtos alternativos de combate à doença. Em Ponta Porã e também em Pedro Juan Caballero, está em alta a venda de umas pulseirinhas “milagrosas” que espantam o mosquito. Mas, a maioria delas não é regulamentada pela vigilância sanitária brasileira.
 

A pulseira repelente com citronela virou febre na fronteira entre Brasil e Paraguai. Testes laboratoriais e especialistas confirmam que o uso dela evita a picada de insetos. Com a epidemia de dengue em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, a procura pelo produto já é grande. A citronela repele o Aedes egipty, mosquito transmissor da doença.
 

Em algumas farmácias no Brasil o estoque das pulseiras já acabou. Em esta outra, somente um cliente comprou duas caixas fechadas em um mesmo dia esta semana. Cada caixa vem com 25 pulseiras. O preço unitário sai em média por R$ 5.
 

“Ela não é tóxica, portanto crianças com todas as faixas etária podem estar utilizando ela”, afirmou Aline Matoso dos Santos, farmacêutica.
 

As pulseiras são encontradas em várias cores para agradar os clientes. O produto de borracha é a prova d’água em tamanho único. A orientação é que crianças usem a pulseira no tornozelo para não levar até a boca. Adultos podem usar também no pulso.
 

Em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, o produto também ganhou fama. Em uma farmácia foram vendidas cerca de 300 pulseiras neste mês.
 

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a venda de pulseiras repelentes na fronteira é mais intensa porque só existe uma empresa registrada na Anvisa autorizada a vender o produto no Brasil. Em Ponta Porã, por exemplo, fica fácil encontrar pulseiras chinesas e francesas. Vale lembrar que esse tipo de repelente foi desenvolvido pela organização das nações unidas para ajudar a erradicar a malária na África.
 

O medo da infecção com a dengue pode ser percebido também em Dourados, a 225 quilôemtros de Campo Grande. Em um farmácia, o aumento nas vendas de repelentes está quase 100% maior.
 

“O repelente ajuda muito na prevenção, porém, os cuidados também com as residências, não deixando água acumulada, esse é o fator primordial para evitar a dengue e diminuir os casos”, declarou Gláucio Rodrigues, gerente de farmácia.
 

De acordo com a Secretaria de Saúde de Dourados, quatro pessoas morreram por complicações a partir da dengue. Outros três casos, inclusive de um adolescente de 13 anos que morreu nesta terça-feira (23), ainda estão sendo investigados.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE