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Caarapó

Caarapó vacina contra gripe A

A vacina registra uma efetividade média maior que 95%.

| DILERMANO ALVES


A Secretaria Municipal de Saúde de Caarapó continua a imunização contra o vírus da influenza A (H1N1). A vacina está disponível no PAM e nos postos de saúde dos bairros e dos distritos.
 

  De acordo com o Departamento de Vigilância Epidemiológica, até o dia 25 de março haviam sido aplicadas 4.464 doses da vacina, para uma meta de 15.662 pessoas no município.
    O Ministério da Saúde estabeleceu calendário com as datas e os grupos prioritários para a vacinação. Assim, entre 8 e 19 deste mês foram vacinados os trabalhadores dos serviços de saúde e a população indígena. Até 2 de abril, serão imunizados os portadores de doenças crônicas, gestantes e crianças com idade entre seis meses e menos de dois anos. De 5 a 23 de abril, a vacina é para a população de 20 a 29 anos. A população acima de 60 anos será vacinada entre 24 de abril e 7 de maio (vacina contra gripe comum para todos os idosos e contra gripe A, apenas para quem tiver problemas crônicos). Já as pessoas com idade entre 30 e 39 anos serão a imunizadas no período entre 10 e 21 de maio.
    A influenza A (H1N1) é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus pandêmico (H1N1) 2009. Este novo subtipo do vírus da influenza, do mesmo modo que os demais, é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
    Tanto a gripe comum quanto a gripe A é causada por diferentes subtipos do vírus influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, ao apresentar estes sintomas, seja pela gripe comum ou pela nova gripe, deve-se procurar seu médico ou um posto de saúde.
    Até o momento, o comportamento da nova gripe se assemelha ao da gripe comum. Ou seja, o vírus pandêmico (H1N1) 2009 não se apresentou mais violento ou mortal, na população geral. A maioria absoluta das pessoas que adoece, seja pela gripe comum, seja pela gripe pandêmica, desenvolvem formas leves da doença e se recuperam, mesmo sem uso de medicamentos. Para ambas as gripes pessoas com doenças crônica, gestantes e crianças menores de dois anos são mais vulneráveis. Mas quando se considera a população jovem previamente saudável, este vírus pandêmico tem um maior potencial de causar doença grave, quando comparado com o vírus da gripe comum. Por outro lado, o vírus pandêmico tem acometido menos as pessoas maiores de 60 anos. Mas ainda são necessários estudos mais aprofundados que estão sendo realizados, em todo o mundo, para esclarecer o comportamento do novo vírus.
    Quanto ao processo rápido de produção da vacina contra a gripe A, o Ministério da Saúde argumenta que os laboratórios já tinham experiência com a produção da vacina contra os vírus de influenza sazonal (vacina administrada anualmente nos idosos no Brasil), e estes investiram em tecnologia num processo de preparação para a produção de uma vacina para a prevenção do vírus pandêmico (H1N1) 2009. O Brasil, por exemplo, fez investimentos na adequação do processo de produção pelo Instituto Butantã.
    Ainda de acordo com o órgão, a vacina é segura e já está em uso em outros países. Não tem sido observada nesses países uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves.
    Ressalte-se, entretanto, que a garantia da vacinação segura está relacionada, também, ao uso de seringas e agulhas apropriadas; à adoção de procedimentos seguros no manuseio, no preparo e na administração da vacina, conforme normas técnicas estabelecidas; à conservação da vacina na temperatura adequada, conforme preconizado; ao manejo e ao destino adequado dos resíduos da vacinação (seringas, agulhas etc.); e à qualidade da capacitação do pessoal envolvido, bem como da supervisão ao trabalho de vacinação.
    Além disso, considera-se como fundamental o monitoramento de eventos adversos associados temporalmente à vacinação, identificando-os, notificando-os, investigando-os e confirmando a sua real vinculação à vacina contra a influenza pandêmica.
     A vacina registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação.

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