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Política

Dez deixam cargos no governo estadual para disputar eleições

| TV MORENA


Na véspera do prazo para desincompatibilização de prováveis candidatos às eleições de outubro, o governo do Estado confirmou a saída de quatro secretários e seis integrantes do primeiro escalão. Na Prefeitura da Capital as eleições provocaram seis baixas, incluindo o vice-prefeito, Edil Albuquerque, que também foi 'convocado' pelo governador André Puccinelli para reforçar a campanha.


Os nomes dos substitutos não foram confirmados, mas a regra, em princípio, é nomear na vaga dos titulares os adjuntos, quando se tratar de secretário de Estado, ou subalternos imediatos nas autarquias e cargos do segundo escalão.


De acordo com a assessoria do governo, o Diário Oficial do Estado circula nesta quinta-feira, apesar do ponto facultativo, trazendo as exonerações do secretário de Obras e Transportes, Edson Giroto, que será substituído pelo diretor-presidente da Agência de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Wilson Cabral, e o secretário de Habitação, Carlos Marun, que será substituído pela superintendente de Habitação da Pasta, Mirna Torres.

Giroto concorrerá a uma cadeira na Câmara Federal enquanto Marun vai buscar a reeleição. Até então ele estava licenciado do mandato para desempenhar as funções de secretário.


Do primeiro escalão, deixam o governo, também, a secretária de Educação, Maria Nilene Badeca; e a secretária de Assistência Social, Tânia Garib. Do segundo escalão, estão se desincompatibilizando os assessores especiais Roberto Hashioka (ex-prefeito de Nova Andradina), pré-candidato a deputado federal, e Raimundo Nonato de Souza (ex-assessor do deputado federal Antonio Cruz, dirigente estadual do PP), além do presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa; o ex-presidente da Iagro, Roberto Bacha; o diretor do Inmetro-MS, Ademir Osiro, e Beth Félix, diretora técnica do Detran.


Entre os prefeitos, foi confirmada apenas uma desincompatibilização. Simone Tebet, de Três Lagoas, deixou o cargo para concorrer com vice de Puccinelli, que vai disputar a reeleição. O prefeito de Ponta Porã, Flávio Kayatt, desistiu das eleições e vai concluir o mandato.


Campo Grande


Nesta quinta-feira o Diário Oficial de Campo Grande trouxe a exoneração de secretários e integrantes do segundo escalão que vão disputar as eleições de outubro. Cinco membros da equipe do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) se desincompatibilizaram.


Em Campo Grande, foram exonerados a secretária de Políticas e Ações de Assistência Social e Cidadania, Maria Antonieta Amorim Trad; o secretário de Saúde Luiz Henrique Mandetta; o presidente da Fundação de Cultura, Athayde Nery; Tereza Laurice Domingos Name, presidente de honra do Fundo de Apoio à Comunidade; e Sergio Augusto Fontellas dos Santos, coordenador especial de Relações Institucionais da Secretaria de Governo e Relações Institucionais.


Antonieta Trad se desincompatibilizou para ser suplente do candidato a senador Waldemir Moka. Em seu lugar, o prefeito Nelson Trad nomeou Berenice Maria Jacob Domingues de Paula Almeida. No lugar de Mandetta, foi nomeado Leandro Mazina Martins. Para a vaga de Athayde Nery, foi nomeado Roberto Figueiredo e, no lugar de Tereza Name, assume Denise Mandarano Castro.


Lei da incompatibilização


Por exigência da lei, governantes, secretários e ministros têm de abandonar a chamada máquina administrativa para disputar votos em condições de igualdade com os adversários. O processo é chamado de desincompatibilização - isso porque, quando a Lei de Inelegibilidades foi criada, em 1990, o exercício de cargos executivos era considerado incompatível com a atuação em campanhas eleitorais.


Mas a emenda constitucional que instituiu a possibilidade de reeleição embaralhou o quadro a partir de 1997. Desde então, os políticos só precisam renunciar se querem concorrer a um cargo diferente daquele já ocupam. A exigência vale para um governador que queira ser senador, por exemplo, mas não para o que estiver em busca de mais quatro anos na mesma cadeira.


Graças às distorções do novo sistema, 22 governadores poderão ficar no cargo ao mesmo tempo em que farão campanha - 13 que disputarão a reeleição e 9 eleitos como vices há quatro anos e que assumirão o poder com a renúncia dos titulares. Em outras cinco unidades da Federação, os governadores não participarão da eleição.


Ex-prefeitos


Ex-prefeitos também vão tentar cadeiras na Assembleia e Câmara Federal. Até as convenções partidárias para homologação de candidaturas, em junho, o número de ex-prefeitos na disputa pode aumentar.


Pelo menos até agora desejam participar das eleições deste ano os ex-prefeitos de Aquidauana, Felipe Orro (PTB); de Dois Irmãos do Buriti, Osvane Ramos (PSDB); de Jardim, Márcio Monteiro (PSDB); de Paranaíba, Manoel Ovídio (PR); de Mundo Novo, Humberto Amaducci (PT); de Eldorado, Mara Caseiro (PDT); e de Cassilândia, Luizinho Tenório (PTB), todos de olho em uma das 24 cadeiras da Assembléia Legislativa.


No PMDB, o ex-prefeito de Nova Andradina, Roberto Hashioka, fará dobradinha com a esposa, Dione Hashioka, candidata à reeleição.


Até a realização das convenções partidárias para homologação de candidaturas aos cargos majoritários e proporcionais [prazo é o mês de junho], outros ex-prefeitos podem ser indicados para participar da eleições de outubro.


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