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Dourados

Pecuarista que matou advogado se apresenta e diz que foi ofendido

| DOURADOSAGORA


O pecuarista Alcino Dias Campos, de 74 anos, também conhecido como "Criatura", se apresentou há pouco ao delegado João Alves de Queirós, no 1º Distrito Policial de Dourados. Ele, que reside na Fazenda Continental, no município de Itaporã, está sendo acusado de matar o advogado Paul Oserow, de 61 anos, dentro do Cartório do 1º Ofício de Dourados. O crime aconteceu na tarde de sexta-feira, por volta das 15h30.


Acompanhado pelos advogados Upiran Jorge Gonçalves, Leopoldo Azuma e Felipe Kazuo Azuma, o acusado chegou na delegacia por volta das 15h. O advogado Upiran Gonçalves falou com a imprensa logo depois que o acusado passou por interrogatório. Numa prévia sobre o depoimento, a defesa disse que o pecuarista confessou o crime e alegou ofensa moral para justificar o homicídio.


Conforme Upiran, o pecuarista contou que a filha dele estava negociando uma sala comercial, já tinha pago parte do valor e que o advogado assassinado estava demorando para transferir o imóvel para o nome da compradora. Contou também que depois de entrar no caso para tentar resolver o problema foi ameaçado várias vezes pela vítima. O autor relatou que chegou a procurar a polícia Civil e Federal para buscar orientação sobre o que fazer diante do impasse.


Conforme o relato, no dia do crime houve uma discussão entre o pecuarista e o advogado. Paul teria ofendido moralmente Alcino, apontando por várias vezes o dedo no rosto do acusado. Conforme o pecuarista, uma atendente também teria sido vítima de Paul, com a mesma prática. Imagens do circuito interno, inclusive, teria mostrado o momento exato do fato. Diante da situação, o acusado sacou da cintura uma arma e efetuou os disparos que mataram Paul.


A delegada Andréia Alves Pereira coordenou os trabalhos acompanhada do perito técnico Valmor Garcia, que constatou que os quatro tiros foram disparados a curta distância, por uma pistola calibre 380, sendo que um deles atingiu as costas, o outro próximo da axila direita e dois o braço direito que transfixaram o peito. A vítima morreu no local. O autor saiu do cartório tomando rumo ignorado.


O caso repercutiu em todo o Estado, pela situação inusitada e porque tanto vítima como acusado são conhecidos popularmente em Dourados e região. Três advogados foram procurados por familiares do pecuarista. Dois deles marcaram uma reunião com o delegado de plantão Carlos Delano na noite de sexta-feira.


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