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ponta porã/ivinhema

Carretas são apreendidas a caminho do Paraguai e motoristas resgatados no RJ

Duas foram interceptadas na BR-376 no distrito de Amandina, em Ivinhema, e a outra no Posto Capey na BR-463

| CAMPO GRANDE NEWS


Duas carretas apreendidas ontem em Amandina, município de Ivinhema (Foto: Divulgação)

Três carretas roubadas no Rio de Janeiro foram apreendidas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) entre a manhã de ontem (11) e a manhã desta quarta-feira em Mato Grosso do Sul quando eram levadas para o Paraguai.

Duas foram interceptadas na BR-376 no distrito de Amandina, em Ivinhema, e a outra no Posto Capey na BR-463, em Ponta Porã, a 30 km do território paraguaio.

Os motoristas eram mantidos como reféns no Rio de Janeiro até que os veículos chegassem ao Paraguai. Com a apreensão das carretas, policiais sul-mato-grossenses acionaram os colegas cariocas e as vítimas foram libertadas do cativeiro em São Gonçalo, município localizado a 25 km da capital fluminense.

O Campo Grande News apurou que a operação desta manhã envolvendo até helicóptero da PRF no Rio Janeiro encontrou cinco motoristas no cativeiro em São Gonçalo.

Três eram os motoristas das carretas apreendidas e dois são motoristas de outros veículos de carga também roubados pela quadrilha. Essas outras duas carretas ainda estão sendo procuradas pela polícia.

Amandina – Por volta de 9h30 de ontem, policiais rodoviários federais pararam no posto de Amandina o cavalo mecânico Mercedes Benz branco atrelado ao semirreboque SR. O conjunto era conduzido por Willy Relmmy Rocha da Silva, 31, morador no Rio de Janeiro.

Nervoso, Willy caiu em contradição e disse que tinha sido contratado por R$ 1.300 para conduzir a carreta do Rio de Janeiro até Ponta Porã por homem conhecido como Alexandre. Era Alexandre que mandava o dinheiro por PIX para ele abastecer o veículo na estrada.

Alegando não saber que a carreta tinha sido roubada no dia anterior, Willy afirmou que depois de entregar o veículo em Ponta Porã, voltaria de ônibus para o Rio.

Minutos depois, no mesmo local, os policiais rodoviários pararam a outra carreta, uma Scania branca também atrelada a semirreboque SR. No volante estava Ruan de Oliveira Teixeira da Silva, 30, amigo de Willy e também morador no Rio de Janeiro.

Juan repetiu a história contada pelo amigo, de que tinha sido contratado por Alexandre por 1.300 para conduzir a carreta até Ponta Porã sem saber que o veículo era roubado.

Detalhe importante é que na noite de 27 de abril deste ano, Willy Relmmy Rocha da Silva tinha sido abordado na BR-463, em Ponta Porã conduzindo outra carreta que acabou apreendida por infração de trânsito.

Até o momento daquela apreensão não havia denúncia de roubo, por isso a carreta acabou sendo liberada dois dias depois a pedido de um advogado de Campo Grande que apresentou procuração assinada pelo proprietário do veículo, Wagner Cristiano dos Santos.

Entretanto, no dia 30 de abril, o próprio Wagner registrou boletim de ocorrência na polícia do Rio de Janeiro informando que tinha sido quatro homens armados tinham roubado seu veículo no dia 26 e foi mantido em cárcere privado por quatro dias.

Como o advogado campo-grandense apresentou a procuração no período em que o caminhoneiro estava em poder da quadrilha, a polícia suspeita que Wagner tenha sido obrigado a assinar o documento enquanto era mantido em cativeiro.

A terceira carreta foi apreendida hoje no Posto Capey, na BR-463, chegando no Paraguai. Os detalhes ainda não foram revelados. As investigações envolvendo policiais de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro continuam nesta quarta-feira para tentar localizar as outras duas carretas. 


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