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Política

PR declara apoio a Dilma e complica situação do partido em MS

| MIDIAMAX


O PR (Partido da República) declara hoje apoio oficial à candidatura da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República. Em Mato Grosso do Sul, a legenda está inserida na base de sustentação política do governador André Puccinelli (PMDB) e quer fazer parte do leque de alianças em prol de sua reeleição. Ocorre que André está se aproximando do PSDB e já disse ter poucas chances de se aliar ao PT.

O apoio a Dilma será anunciado durante solenidade de posse do novo presidente da legenda, o ex-ministro dos Transportes senador Alfredo Nascimento (AM). A ex-ministra deve comparecer. O senador assume o comando do partido em substituição a Sérgio Tamer, em evento no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, às 15 horas.

Quem representa a cúpula da legenda de Mato Grosso do Sul é o vice-presidente regional do partido, deputado estadual Paulo Corrêa. Ele embarca às 10 horas para Brasília.

Tanto Corrêa quanto os demais deputados estaduais do partido, Londres Machado (presidente regional) e Antônio Carlos Arroyo (líder na Assembleia) mantêm a expectativa de que a direção nacional libere o partido nos Estados, mesmo porque não existe mais verticalização de alianças.

Ainda que liberado localmente para apoiar o PMDB, o PR poderá viver uma situação delicada. É que se André, de fato, se unir ao PSDB, defenderá a candidatura de José Serra à presidência. Já as lideranças do PR terão que pedir votos para Dilma.

No ano passado, o secretário de Obras, Edson Giroto, homem de confiança de André, filiou-se ao PR, o que foi interpretado como um sinal de que o partido já estaria inserido no projeto de reeleição do atual governador de maneira irreversível. “Já estamos com André. Isso já está definidíssimo”, respondeu Corrêa ao Midiamax na semana passado.

Escolha de Nascimento

A escolha de Nascimento foi feita pela executiva nacional do PR. Caberá a ele comandar a Convenção Nacional, no mês de junho, que irá aprovar a coligação da legenda com o PT para a eleição presidencial deste ano.

Segundo o deputado Luciano Castro (PR-RR), ex-líder do partido, o apoio a Dilma Rousseff foi decidido em reuniões da cúpula partidária com a direção do PT e com a participação da ex-ministra chefe da Casa Civil.


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