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Assassinado no meio da rua, 'Profeta' era conhecido pelo 'coração bom'

Para um morador de rua, que também preferiu não se identificar, marceneiro de 42 anos, a morte de Jonas foi uma surpresa

| CAMPO GRANDE NEWS


Nas redes sociais, moradores da região lamentam morte de "Profeta" (Foto: Reprodução/Facebook)

Conhecido como "Profeta" e muito querido no bairro, Jonas Cândido Maia, de 51 anos, morto na noite deste domingo (6), era morador de rua e usuário de drogas. Moradores da região lamentam a morte do homem que "nunca fez mal a ninguém" e suspeitam que morte tenha relação com dívidas por drogas. Ele foi executado com um tiro no abdômen, no Jardim Centenário, em Campo Grande

Com receio de se identificar, morador há 30 anos na rua Socorro, onde Jonas foi morto, o eletricista de 32 anos contou à reportagem do Campo Grande News que "Profeta" era bem conhecido na região. "Ele andava nas ruas, era de boa e sossegado. Pedia 1 real pra cada um e não tinha desavença com ninguém. Antigamente ele era evangélico e pegou esse apelido. Duro saber o que aconteceu, acho que pode ser dívida de droga. Uma covardia, ele era doente, tinha problema de hérnia e desmaiava se alguém desse um tapa nele", contou.

Para outro morador, que também preferiu não se identificar, marceneiro de 42 anos, a morte de Jonas foi uma surpresa. "Ele era um cara que não tinha problema com ninguém. Vivia a vida dele aí, não caçava confusão, nunca roubou ninguém", contou o homem, que ainda disse à reportagem que escutou cerca de 6 tiros momentos antes do "Profeta" ser morto. "Achei que era alguma coisa sim, mas quem vai por a cara pra fora? Ele era capoeirista antigamente e se envolveu no vício da droga e virou andarilho", comentou o marceneiro.

Em um vídeo que circula pelas redes sociais, é possível ver o momento que Jonas foi encontrado por algumas moradoras da região, na rua de chão, com muita sangue espalhado, principalmente próximo à cabeça. Também nas redes sociais, várias pessoas lamentam a morte do "Profeta" e relatam que ele era querido, de bom coração e que nunca fez mal a ninguém. O caso foi registrado como homicídio simples, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, e segue em investigação. 


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