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Flamengo tenta paralisar o Brasileirão durante a Copa América

| GLOBO ESPORTE


Gabigol é um dos cinco jogadores do Flamengo convocados para a Copa América — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O Flamengo entrou, nesta quinta-feira, com pedido no STJD para paralisar o Campeonato Brasileiro durante a Copa América. Com cinco atletas convocados, o clube entende que a competição nacional deve parar enquanto acontece o torneio da Conmebol, assim como ocorreu em 2019.
A revelação foi feita por Rodrigo Dunshee, vice-geral do Flamengo. A ideia, segundo ele, é que os clubes com atletas nas seleções não sejam sacrificados. Após a CBF não atender ao pedido do Flamengo, o clube ingressou no STJD. O tribunal confirmou que a ação foi protocolada.
- A CBF precisa promover o equilíbrio das competições. A base da competição é a isonomia entre os concorrentes e isso está no artigo primeiro do regulamento. Somos a favor da seleção, mas com paralisação do campeonato. O mundo civilizado funciona assim. Não podemos prosseguir sacrificando as competições nacionais e os clubes para fazer frente às seleções. Não dá para retroceder. Por conta desse desequilíbrio, o Flamengo se socorreu ao STJD, para que, como em 2019, seja paralisado o Campeonato durante a Copa América - revelou Dunshee, no Twitter.
Em nota, o STJD afirma que o pedido foi encaminhado ao presidente do tribunal, Otávio Noronha. Não há prazo para liberação da decisão.

Os clubes não podem continuar a jogar suas chances nas competições e os milhões investidos pelo ralo para promover torneios da seleção. Precisamos repensar o futebol brasileiro. Há que se respeitar o regulamento das competições que prevê que a base de tudo é a isonomia. Não estamos sendo ouvidos pela CBF, o que nos fez pedir a intervenção da Justiça Desportiva. É a oportunidade que temos de rever certos conceitos. Não há como privar alguns clubes de seus melhores jogadores e outros não. Acreditamos que a Justiça será feita. Quem trabalha com verdade e com ética não pode deixar de buscar seus diretos. O regulamento precisa ser cumprido. Há que se ter igualdade de oportunidades entre os participantes e isonomia. Basta ler o regulamento – postou Rodrigo Dunshee, durante a madrugada desta sexta-feira, no Twitter.

Além de Gabigol e Everton Ribeiro, que ficarão com a seleção brasileira, o Flamengo terá os desfalques de Arrascaeta (Uruguai), Isla (Chile) e Piris da Motta (Paraguai) durante a Copa América. Nas últimas semanas, por conta das eliminatórias sul-americanas, o clube também cedeu Rodrigo Caio para a seleção principal, além de Gerson e Pedro para amistosos do time olímpico.

Clube cita o Maracanã
O STJD publicou trechos do pedido do Flamengo para paralisar o Campeonato Brasileiro. O clube alega que essa é a oportunidade e o momento para discutir o problema e proteger todos os clubes, que podem ter problemas com convocações no futuro. O Flamengo também cita o Maracanã, que será usado pela Conmebol na Copa América. Por conta disso, os clubes que usam o estádio, como o próprio Flamengo e o Fluminense, terão de se deslocar no período para realizar seus jogos como mandantes.
Trechos do pedido do Flamengo
A despeito do que acontece hoje no FLAMENGO, que está desfalcado por ter pelo menos 6(seis) atletas convocados, essa situação precisa ser conversada e apreciada, até mesmo para proteger os outros clubes no futuro. Ou seja, não é apenas uma questão envolvendo o FLAMENGO. A discussão suplanta a identificação de uma única agremiação desportiva. É preciso discutir o futebol brasileiro, e a função e a missão da Entidade Nacional de Administração. Esse é o momento oportuno para fazê-lo.
Além da questão das convocações, existe atualmente outro fator extremamente lesivo para o FLAMENGO e também para os clubes cariocas como um todo, isto é, coma realização da Copa América no Brasil, o estádio do Maracanã foi requisitado para receber as partidas deste torneio, o que prejudica bastante os clubes que exercem o seu mando de campo no Estádio jornalista Mário Filho, uma vez que precisarão se deslocar para outras praças , gerando um maior desgaste de seus atletas e dos demais profissionais envolvidos, sem contar os custos com deslocamento, alimentação e estadia, em tempos tão difíceis para a realidade financeira dos times brasileiros”


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