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Caarapó

MS: Aluna de 17 anos, doente mental, teria sido estuprada em evento escolar

| MIDIAMAX


Uma estudante de 17 anos de idade, deficiente mental, teria sido estuprada na sexta-feira de manhã, num evento promovido por uma escola municipal de Campo Grande, no clube 5 de Maio, na saída para Sidrolândia. A mãe da menina contratou um advogado e quer agora responsabilizar a direção do colégio, a prefeitura da cidade e exigir uma indenização pelo crime sofrido pela filha.
 

O boletim de ocorrência que narra o abuso sexual foi registrado na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) sob o número 309/2010.
 

M. estuda há quatro anos na Escola Municipal Doutor Eduardo Olímpio Machado, no bairro Ouro Verde, periferia da cidade. Na quinta-feira passada, ela, que cursa o 6º ano do Ensino Fundamental, levou para a casa um comunicado da direção da escola dizendo que os alunos iam fazer um passeio no dia seguinte, no caso, visitar o clube 5 de Maio, estruturado com salão de festas, piscinas e quadras de jogos.
 

A mãe, uma comerciante, concordou com o convite e determinou que a filha acompanhasse os estudantes até o clube. Na sexta-feira, por volta das 10 horas da manhã, segundo narrado no boletim de ocorrência, um rapaz conhecido como Alemão, teria pulado o muro do Clube 5 de Maio, agarrado a estudante e arrastado-a até um dos banheiros.
 

Lá, na presença de outras crianças, colegas da adolescente, o rapaz violentou a menina. Depois, fugiu.
 

A estudante foi levada para o IML (Instituto Médico Legal), submetida a exames e, em seguida, orientada a tomar um coquetel de remédios contra doenças sexualmente transmissíveis. A análise médica feita no corpo da adolescente, levada ensangüentada até o IML, segundo o boletim policial, ainda não ficou pronta.
 

O advogado Cristiano de Sousa Carneiro, defensor da adolescente, disse que o comando da escola que promovia o evento pode ter cometido erros considerados “muito graves”.
 

Um deles: a adolescente teria sido atacada por volta das 10 horas da manhã e a família dela avisada somente à tarde, entre 13h e 13h30 minutos. Outro erro, segundo interpretação do advogado: a menina foi levada até o IML, mas a Polícia Militar não foi comunicada. “Com isso, o tal do Alemão fugiu. Ele deveria ser preso em flagrante”, disse o advogado.
 

O advogado disse que a menina “apresentava melhoras” no tratamento contra os problemas mentais. “E agora, com essa violência, esse infortúnio, volta tudo a estaca zero”, lamentou Souza Carneiro.
 

De acordo com o boletim de ocorrência, Alemão, teria 19 anos de idade, seria um dependente químico e “bastante conhecido” nos bairros Lagoa Park e Caiobá. Ainda segundo o boletim, o suposto agressor já tinha sido visto numa padaria da mãe da adolescente, construída no bairro da Lagoa Bonita. O rapaz teria dito que mora no Caiobá e que possui parentes no bairro Lagoa Park.
 

De acordo com descrição da mãe, Alemão seria magro, cor parda, cabelos e olhos castanhos escuros e costuma vestir-se com um casaco vermelho, calça jeans e chinelo do tipo havaiano. O advogado disse que vai mover a ação quando o IML concluir o exame.
 

A reportagem do Midiamax tentou por meio de um telefonema conversar com a direção da escola, mas não conseguiu. Uma professora que não se identificou disse que o comando da escola não estava ali naquele momento e que era para ligar à tarde.


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